Más allá de la punición: el trabajo no remunerado como eje transformador en la justicia penal femenina
DOI:
https://doi.org/10.5020/2317-2150.2025.15905Palabras clave:
cárcel , mujeres , trabajo doméstico , resocializaciónResumen
Este estudio investiga las implicaciones del reconocimiento del trabajo doméstico, realizado por mujeres privadas de libertad, como criterio para la remisión de pena en el ámbito del sistema de justicia penal. Se entiende por trabajo doméstico, en este contexto, el conjunto de actividades como limpieza, preparación de alimentos y mantenimiento cotidiano que, aunque desempeñadas en un ambiente institucional, reproducen funciones históricamente asociadas al cuidado y a la manutención de la vida, tareas tradicionalmente asignadas a las mujeres en el espacio doméstico. La cuestión problema es: ¿de qué manera la consideración del trabajo doméstico como forma de remisión de pena puede contribuir a la resocialización y reintegración social de mujeres encarceladas? Se parte de la hipótesis de que la valorización de estas actividades, frecuentemente invisibilizadas y desvalorizadas, puede funcionar como un instrumento de fortalecimiento personal, resignificación de la identidad y reconstrucción de vínculos familiares y comunitarios, mitigando los efectos del estigma del encarcelamiento. La investigación adopta un enfoque cualitativo, fundamentado en revisión bibliográfica y análisis crítico de la legislación vigente. Se concluye que la inclusión del trabajo doméstico como actividad legitimada para fines de remisión de pena constituye un avance en la valorización de las trayectorias femeninas en el sistema penitenciario, además de señalar la necesidad de formular políticas penales más inclusivas y sensibles a las desigualdades de género.
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