A blindagem subnacional: qualidade institucional e foro por prerrogativa de função no federalismo brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.5020/2317-2150.2026.16887Palavras-chave:
prerrogativa de função, federalismo subnacional, qualidade institucional, csQCA, processamento de linguagem naturalResumo
O federalismo brasileiro outorga às unidades federativas autonomia para definir as regras de competência originária criminal de suas autoridades. Este artigo investiga os determinantes da expansão dessa prerrogativa ao nível subnacional, testando a hipótese de que o foro privilegiado atua como mecanismo de sobrevivência política em ambientes de baixa capacidade estatal. A pesquisa inova metodologicamente ao empregar Processamento de Linguagem Natural (NLP) para minerar textos constitucionais vigentes (2024), superando a obsolescência de bases de dados secundárias. A análise combina correlações (Pearson e Spearman) com Análise Qualitativa Comparativa (csQCA), cruzando intensidade do foro com Transparência (EBT), Eficácia da Máquina (CLP) e Fragmentação Partidária (NEP). Os resultados indicam uma forte tendência de associação negativa entre eficácia governamental e foro. A csQCA revela que a tempestade perfeita (a configuração de baixa transparência, baixa eficácia e alta fragmentação) é condição suficiente para a hipertrofia da blindagem jurisdicional. O foro atípico é uma resposta institucional aos altos custos de transação política e aos déficits de governança regional.
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