Escudo para agresores: uso de la Ley de Alienación Parental como contraataque en casos de violencia doméstica
DOI:
https://doi.org/10.5020/2317-2150.2026.17325Palabras clave:
alienación parental, violencia doméstica, violencia de género, decisiones judiciales, medidas de protecciónResumen
Este artículo investiga las relaciones entre las alegaciones de alienación parental y las denuncias de violencia doméstica presentes en procesos judiciales en Brasil, centrándose en la aplicación de la Ley n.º 12.318 (Brasil, 2010) (Ley de Alienación Parental – LAP) como instrumento de perpetuación de la violencia de género. Como contrapunto empírico, se utilizan las sentencias judiciales (acórdãos), entendidas no solo como decisiones jurídicas, sino también como “verdades estatales” responsables de moldear las dinámicas familiares de manera más amplia y de establecer reglas específicas sobre los roles que deben desempeñar los padres y, principalmente, las madres, quienes son las principales acusadas de practicar la alienación parental. A partir del análisis de las decisiones judiciales publicadas hasta 2022, se elaboró un cuestionario estructurado que permitió categorizar la información tanto cuantitativa como cualitativamente y comprender cómo se moviliza la figura de la alienación parental en los casos de violencia doméstica, especialmente en aquellos que cuentan con medidas de protección. Los resultados preliminares demuestran que la LAP ha sido utilizada como estrategia de defensa por parte de agresores para minimizar la violencia doméstica, deslegitimando las denuncias y revictimizando a las mujeres. En este sentido, el trabajo busca contribuir al debate sobre las implicaciones jurídicas y políticas de la LAP a la luz de las luchas feministas y de la protección de las víctimas de violencia doméstica.
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