Acogida municipal de migrantes y justicia social: vulnerabilidades, barreras de acceso y límites institucionales del protocolo interinstitucional en Goiânia
DOI:
https://doi.org/10.5020/2317-2150.2026.17274Palabras clave:
migración internacional, acogida de migrantes, justicia social, política migratoria municipal, vulnerabilidad social, GoiâniaResumen
El artículo analiza la acogida municipal de migrantes desde la perspectiva de la justicia social, tomando como referencia empírica el caso de Goiânia, capital de Goiás, Brasil. Se pregunta: ¿en qué medida la acogida institucional, estructurada mediante un protocolo interinstitucional municipal, logra superar vulnerabilidades y barreras de acceso a derechos, sin producir exclusiones prácticas? El objetivo general consiste en evaluar críticamente los efectos institucionales del protocolo de acogida goianiense, identificando vulnerabilidades y barreras que persisten pese a marcos normativos robustos. La metodología es cualitativa, documental y jurídico-crítica, combinada con la reinterpretación de los resultados de la tesis doctoral que origina el artículo, obtenidos mediante investigación-acción participativa con la Cátedra Sérgio Vieira de Mello de la Universidad Federal de Goiás. La hipótesis es que la existencia de un protocolo formal constituye condición necesaria, pero insuficiente, para garantizar justicia social en la acogida de migrantes, cuando persisten barreras burocráticas, informacionales e institucionales que afectan el acceso real a derechos. Los resultados indican que la fragmentación intersectorial, la ausencia de legislación municipal específica y la insuficiencia de mecanismos de escucha cualificada comprometen la efectividad de la acogida, evidenciando la necesidad de instrumentos dinámicos, participativos y orientados por la propia voz de los migrantes. El protocolo amplía la previsibilidad de las atenciones, pero enfrenta riesgos de rigidez, de dependencia política y de baja interoperabilidad. Se concluye que la acogida solo realiza la justicia social cuando articula redistribución, reconocimiento y participación efectiva de los migrantes en las instancias decisorias.
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