O estado de exceção como um espaço vazio de direito.
DOI:
https://doi.org/10.5020/23172150.2012.847-873Palavras-chave:
Estado de exceção. Estado kenomatico. Democracia. Giorgio Agamben.Resumo
O presente artigo objetiva apresentar de forma concisa uma reflexão à pergunta: o que acontece com o direito no estado de exceção? A partir da obra de Giorgio Agamben buscou-se explicar como a situação-limite do estado de exceção não parece ancorar-se no estado de necessidade, conforme ensina a tradição jurídico-política, isto é, não se reduz completamente à uma situação jurídica, nem tampouco à uma fática, mas surge em virtude do veredicto performativo de uma decisão. O que parece existir na situação excepcional é um limiar de indeterminação entre ius e factum, nómos e anomia, direito e vida, norma jurídica e violência, no qual não existe uma plenitude de poderes jurídicos, e sim um vazio jurídico, um espaço kenomatico. Justamente neste campo de indeterminação pode-se decidir sobre o valor e desvalor da vida, sem, contudo, violar o direito. Entender urgentemente o funcionamento desta situação-limite torna-se essencial para descortinar os espaços de exceção existentes dentro das atuais democracias.Downloads
Não há dados estatísticos.
Downloads
Publicado
2015-12-29
Como Citar
Martins, L. M. (2015). O estado de exceção como um espaço vazio de direito . Pensar - Revista De Ciências Jurídicas, 20(3), 847–873. https://doi.org/10.5020/23172150.2012.847-873
Edição
Seção
Artigos teóricos com elevado rigor analítico
Licença
Copyright (c) 2015 Lucas Moraes Martins

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Este artigo está licenciado sob Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). É permitida a cópia, distribuição e adaptação, desde que a autoria e a fonte sejam devidamente creditadas.
Mais informações: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/









