Racismo algorítmico: uma análise da branquitude nos bancos de imagens digitais
DOI:
https://doi.org/10.5020/2317-2150.2021.11806Palavras-chave:
Algoritmos, Inteligência Artificial, Bancos de Imagens, Branquitude, RacismoResumo
Diante do novo contexto sociotécnico em que algoritmos e dados configuram novas formas de controle social, a pesquisa propõe-se a investigar o modo como sistemas informáticos em rede têm servido como método multifacetado de categorização e classificação social. Assim, este trabalho tem como objetivo explorar a temática dos algoritmos em bancos de imagens digitais, buscando compreender de que maneira tais tecnologias produzem resultados racistas. A metodologia de pesquisa empregada consiste basicamente na análise dos resultados oferecidos pelos bancos de imagens escolhidos (Getty Images, Shutterstock e Stockphotos) para a busca por uma palavra-chave genérica (family), no intuito de observar o modo como os resultados são racializados pelos algoritmos de busca. Os resultados indicam que o conteúdo oferecido pelos bancos de imagens costuma ser racializados, privilegiando a representação da branquitude como lugar de centralidade que reduz a multiplicidade de subjetividades e existências, traduzindo-se como significante universal. Assim, em termos exploratórios, é possível afirmar que os processos e rotinas produtivas mediadas por algoritmos cumprem, em larga medida, um papel fundamental na produção de resultados racistas nos bancos de imagens analisados.
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Copyright (c) 2021 Augusto Jobim do Amaral, Fernanda Martins, Ana Clara Elesbão

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