Hermenêutica filosófica e marxismo: sobre uma peculiar “ausência-presença”
DOI:
https://doi.org/10.5020/2317-2150.2016.v21n3p1123Palavras-chave:
Hermenêutica. Hermenêutica filosófica. Marx. Hegel.Resumo
Neste artigo, busca-se trazer à tona pontos comuns na obra marxiana e na hermenêutica filosófica, tendo-se por central as categorias, já presentes em Hegel, da objetivação e do estranhamento. Tanto Marx quanto a tradição hermenêutica opõem-se ao legado hegeliano, no entanto, ao fazê-lo, a hermenêutica filosófica deixou de considerar com seriedade a tradição marxista, que, de um modo ou de outro, teve por central a relação entre espírito e natureza, bem como a questão da objetivação, temáticas que aparecem com destaque na hermenêutica filosófica. Desenvolve-se, assim, uma peculiar “ausência-presença” do pensamento marxiano, abordado por autores como Dilthey, Heidegger e Gadamer, na medida em que não foi visto de modo suficientemente cuidadoso. Ao passo que um importante marxista, György Lukács, tratou com cuidado de autores cujo posicionamento é oposto ao seu (Dilthey e Heidegger por exemplo), infelizmente, o mesmo não se deu (pelo menos de modo devido no que toca a Marx) com a hermenêutica filosófica, que poderia ganhar muito no debate/embate com o marxismo.Downloads
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Publicado
2017-02-16
Como Citar
Sartori, V. B. (2017). Hermenêutica filosófica e marxismo: sobre uma peculiar “ausência-presença”. Pensar - Revista De Ciências Jurídicas, 21(3), 1123–1160. https://doi.org/10.5020/2317-2150.2016.v21n3p1123
Edição
Seção
Artigos teóricos com elevado rigor analítico
Licença
Copyright (c) 2017 Vitor Bartoletti Sartori

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