Capital Humano e Ganhos Pessoais e Profissionais de Egressos do Ensino Superior
DOI:
https://doi.org/10.5020/2318-0722.2026.32.e16513Palavras-chave:
pós-graduação, estudantes, ensino superior, mercado de trabalho, BrasilResumo
O artigo tem por objetivo analisar a influência do capital humano sobre os ganhos pessoais e profissionais de egressos do Ensino Superior brasileiro. Para tanto, aplica-se um questionário a uma expressiva amostra de 11.458 egressos, de 18 universidades federais brasileiras. Ademais, são conduzidas quatro Regressões Logísticas Multinomiais e duas Regressões Logísticas Ordinais, em que as variáveis dependentes foram ocupação, remuneração, melhoria de vida pessoal, melhoria da situação econômica da família, inspiração para familiares e inspiração para a comunidade dos egressos. A variável independente foi o capital humano, representado pelo tipo de estudo realizado por eles após a graduação. Os resultados sugerem que, de modo geral, uma maior escolaridade afeta positivamente os ganhos econômicos e não econômicos dos egressos, por meio da conquista de melhores empregos e remunerações, de melhoria de vida pessoal e da situação econômica familiar e de um efeito de transbordamento positivo para familiares e comunidade. Especificamente, a especialização lato sensu parece ser o tipo de estudo que proporciona os melhores retornos para os profissionais. Conclui-se que o capital humano é um ativo que se valoriza de forma substancial no contexto brasileiro. Embora todas as titulações de pós-graduação, em geral, contribuam de forma positiva, a especialização lato sensu é eficiente em prover melhores retornos pessoais e profissionais para os egressos.
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