Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal: Identificação e Análise de seus Stakeholders

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/2318-0722.2025.31.e15368

Palavras-chave:

stakeholder, Teoria dos Stakeholders, engajamento dos stakeholders, rede de bancos de leite humano

Resumo

O presente trabalho identificou e classificou os stakeholders da Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal. Para este fim, buscou-se a presença de atores envolvidos com a rBLH-DF no arcabouço legal que rege a estruturação e a atuação da rede, bem como em reportagens veiculadas em portais jornalísticos. Além disso, foram realizadas entrevistas de roteiro semiestruturado com servidoras da rede. Dessa forma, foi possível caracterizar os stakeholders de acordo com a atuação e o posicionamento deles junto à rede, considerando-se o grau de influência e poder exercidos por esses atores, adicionalmente, averiguou-se o nível de engajamento desses relacionamentos. Verificou-se que há consistência nos relacionamentos entre a rBLH-DF e seus stakeholders, que agem ativamente em suas interações com a rede. Os que apoiam e colaboram com a organização conferem capilaridade e recursos às ações da rede e possibilitam o sucesso e a autossuficiência dos bancos de leite humano, enquanto existem aqueles que podem ameaçar o alcance de objetivos da rBLH-DF, seja pelo controle de recursos, seja pela influência sobre a opinião popular. A análise de resultados deste estudo de caso pode contribuir para a gestão desses relacionamentos e para o desenvolvimento de indicadores de desempenho que relacionem a atuação dos stakeholders ao sucesso da organização.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Luíza Bragança Oliveira Amorim, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Mestranda do programa de Mestrado Profissional em Gestão e Estratégia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atualmente é Analista-Técnico Executivo no Ministério da Cultura. Participa do Grupo de Pesquisa em Governo e Políticas Públicas (GPGPP). Estuda e pesquisa relacionamentos institucionais com base na Teoria dos Stakeholders.

Diego Mota Vieira , Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Doutor em Administração com ênfase em Administração Pública e Políticas Públicas pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente é Professor Associado vinculado ao Departamento de Administração da UnB e credenciado ao Programa de Pós-graduação em Administração PPGA) da Universidade de Brasília.

Referências

Barakat, S. R., Santos, N. L. D., & Vigueles, M. C. (2022). Engajamento de stakeholders em empresas da economia criativa: Estratégias para o enfrentamento da crise da COVID-19. Cadernos EBAPE.BR, 20(4), 436–451. https://doi.org/10.1590/1679-395120210129

Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Edições 70.

Bernardo, M. (2006). Engajamento de stakeholders: Que bicho é esse? Adiante, (6), 54–58.

Boaventura, J. M. G., Santos, E. R. S. S., & Harrison, J. S. (2020). Value distribution to stakeholders: The influence of stakeholder power and strategic importance in public firms. Long Range Planning, 53(2), 1–13. https://doi.org/10.1016/j.lrp.2019.05.003

Bryson, J. M. (1988). A strategic planning process for public and non-profit organizations. Long Range Planning, 21(1), 73–81. https://doi.org/10.1016/0024-6301(88)90061-1

Bryson, J. M. (1995). Strategic planning for public and nonprofit organizations (Rev. ed.). Jossey-Bass.

Bryson, J. M. (2018). Strategic planning for public and nonprofit organizations: A guide to strengthening and sustaining organizational achievement (5ª ed.). John Wiley & Sons.

Cintra, R. F., Carvalho, A. O. de, Cruz, M. Y. H., & Costa, B. K. (2022). Criação de valor no contexto da teoria dos stakeholders: Abordagens e métricas. Revista Competitividade e Sustentabilidade, 9(2), 83–100. https://doi.org/10.48075/comsus.v9i2.30183

Decreto nº 44.322, de 15 de março de 2023. (2023). Revoga o Decreto nº 31.625, de 29 de abril de 2010, adequa o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde - PDPAS para Rede Pública de Saúde. Governo do Distrito Federal. https://www.sinj.df.gov.br/sinj/Norma/69cc9a1e6f824e2b8aaad7a8e39de577/Decreto_44322_15_03_2023.html

Donaldson, T., & Preston, L. E. (1995). The stakeholder theory of the corporation: Concepts, evidence, and implications. Academy of Management Review, 20(1), 65–91. https://doi.org/10.5465/amr.1995.9503271992

Freeman, R. E. (1984). Strategic management: A stakeholder approach. Pitman.

Friedman, A. L., & Miles, S. (2006). Stakeholders: Theory and practice. Oxford University Press.

Fundação Oswaldo Cruz. (2020). Série documentos monitoramento Agenda 2030: rBLH em dados. Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. https://rblh.fiocruz.br/sites/rblh.fiocruz.br/files/usuario/77/serie_doc_rblh_em_dados_corpo_anos_completo_compressed_3.pdf

Fundação Oswaldo Cruz (2026). Dia Mundial da Doação de Leite Humano: Rede já beneficiou mais de 4 milhões de recém-nascidos no Brasil.

Gomes, R. C. (2005). Uma proposta de instrumento de pesquisa para explorar as influências dos stakeholders nas organizações públicas. Revista Alcance, 12(1), 9-26. https://doi.org/10.14210/alcance.v12n1.p09-26

Gomes, R. C., Liddle, J., & Gomes, L. O. M. (2010). A five-sided model of stakeholder influence: A cross-national analysis of decision making in local government. Public Management Review, 12(5), 701–724. https://doi.org/10.1080/14719031003633979

Gomes, R. C., Osborne, S. P., & Guarnieri, P. (2020). Influências dos stakeholders e desempenho do governo local: Uma revisão sistemática da literatura. Revista de Administração Pública, 54(3), 448–467. https://doi.org/10.1590/0034-761220180256

Israel-Ballard, K., LaRose, E., & Mansen, K. (2024). The global status of human milk banking. Maternal & Child Nutrition, 20(Supl. 4), 1–12. https://doi.org/10.1111/mcn.13592

Jones, B. D., Baumgartner, F. R., & Talbert, J. C. (1993). The destruction of issue monopolies in Congress. American Political Science Review, 87(3), 657–671.

Kannan, D. (2018). Role of multiple stakeholders and the critical success factor theory for the sustainable supplier selection process. International Journal of Production Economics, 195, 391–418. https://doi.org/10.1016/j.ijpe.2017.02.020

Lei nº 13.435, de 12 de abril de 2017. (2017). Institui o Mês do Aleitamento Materno. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13435.htm

Menezes, D. C., Vieira, D. M., & de Oliveira, J. F. (2022). Stakeholder Theory: Evolution and the proposal of a research agenda. Revista Ibero-Americana de Estratégia, 21(1), 1–24. https://doi.org/10.5585/riae.v21i1.18882

Ministério da Saúde. (2017). Bases para a discussão da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno. Ministério da Saúde; Secretaria de Atenção à Saúde. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/bases_discussao_politica_aleitamento_materno.pdf

Ministério da Saúde (2023). Doação de leite. Brasília, DF: Ministério da Saúde.

Mitchell, R. K., Agle, B. R., & Wood, D. J. (1997). Toward a theory of stakeholder identification and salience: Defining the principle of who and what really counts. Academy of Management Review, 22(4), 853–886. https://doi.org/10.5465/amr.1997.9711022105

Raupp, R. M. (2016). O lugar da comunicação no processo de construção da autossuficiência em leite humano no Distrito Federal [Tese de doutorado, Fundação Oswaldo Cruz]. Repositório Institucional Arca. https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/17856

Rede Brasileira de Bancos de Leita Humano (rBLH) (2024). RBLH Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz.

Valle, C. D., Sarturi, G. Capacidades dinâmicas para gestão de stakeholders. Cadernos EBAPE. BR, v. 20, n. 4, p. 527-542, 2022. https://doi.org/10.1590/1679-395120210190x

Savage, G. T., Nix, T. W., Whitehead, C. J., & Blair, J. D. (1991). Strategies for assessing and managing organizational stakeholders. Academy of management perspectives, 5(2), 61-75. https://doi.org/10.5465/ame.1991.4274682

Souza, C. (2006). Políticas públicas: Uma revisão da literatura. Sociologias, (16), 20–45. https://doi.org/10.1590/S1517-45222006000200003

Viana, P. I. S., Vieira, D. M., Campos, A. G. S., Moura-Paula, M. J. de, & Gonçalves, R. F. (2026). Análise da atuação de stakeholders como empreendedores e mediadores de políticas no projeto de integração do Rio São Francisco. Cadernos Gestão Pública e Cidadania, 31(2), 1–24. https://doi.org/10.12660/cgpc.v31.n2.90373

Vieira, D. M. (2013). Mudança institucional gradual e transformativa: uma construção de stkeholders e coalizões políticas. Brasília: Tese de doutorado-Universidade de Brasilia, 170.

Vieira, D. M., & Gomes, R. C. (2014). Mudança institucional gradual e transformativa: a influência de coalizões de advocacia e grupos de interesses em políticas públicas. Organizações & Sociedade, 21(71), 679-694. https://doi.org/10.1590/S1984-92302014217100008

Yin, R. K. (1984). Case study research: Design and methods. SAGE Publications.

Downloads

Publicado

19.12.2025

Como Citar

AMORIM, Ana Luíza Bragança Oliveira; VIEIRA , Diego Mota. Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal: Identificação e Análise de seus Stakeholders. Revista Ciências Administrativas, [S. l.], v. 31, p. 1–17, 2025. DOI: 10.5020/2318-0722.2025.31.e15368. Disponível em: https://ojs.unifor.br/rca/article/view/15368. Acesso em: 7 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos