Fotografia no Universo Familiar Como Expressão de Cultura Material e Consumo
DOI:
https://doi.org/10.5020/2318-0722.2025.31.e15603Palavras-chave:
cultura de consumo, cultura material, fotografiaResumo
Este estudo tem como objetivo compreender como o consumo de fotografias em condição material se dinamiza no universo familiar. Para tanto, articulou-se a Teoria da Cultura de Consumo com a discussão sobre Cultura Material para análise dos artefatos que envolvem uma relação sujeito-objeto, aqui, em especial, entre famílias e fotografias. As perspectivas adotadas foram qualitativa e interpretativista, além disso, as entrevistas, observações e fotografias funcionaram como técnicas de coleta, realizadas por meio de um trabalho de campo com famílias. Quanto ao procedimento de análise, foi utilizada a análise de conteúdo. Os principais resultados encontrados consistiram nos artefatos utilizados pelas famílias para armazenarem as fotos, tais como caixa de sapato, álbum, porta-retratos e quadro. Constatou-se que as fotografias reveladas têm materialidade não apenas por si só, mas também pelos locais em que estão guardadas, servindo como repositórios de histórias ou como decoração do ambiente familiar.
Downloads
Referências
Arnould, E. J., & Price, L. L. (1993). River magic: Extraordinary experience and the extended service encounter. Journal of Consumer Research, 20(1), 24-45. https://doi.org/10.1086/209331
Arnould, E. J., & Thompson, C. J. (2005). Consumer culture theory (CCT): Twenty years of research. Journal of Consumer Culture, 31(4), 868–882. https://doi.org/10.1086/426626
Arnould, E. J., & Thompson, C. J. (2007). Consumer culture theory (and we really mean theoretics): Dilemmas and opportunities posed by an academic branding strategy. Research in Consumer Behavior, 11, 3–22. https://doi.org/10.1016/S0885-2111(06)11001-7
Ayrosa, E. A. T., & Sauerbronn, J. F. R. (2004). Uma introdução ao uso de métodos qualitativos de pesquisa em comportamento do consumidor. In M. M. F. Vieira, & D. M. Zouain (Orgs.), Pesquisa qualitativa em administração (pp. 185–199). FGV Editora.
Bardin, L. (1979). Análise de conteúdo. Edições 70.
Belk, R. W. (1988). Possessions and the extended self. Journal of Consumer Research, 15(2), 139-168. https://doi.org/10.1086/209154
Belk, R. W. (2014). Extended self in a digital world. Journal of Consumer Research, 40(3), 477–500. https://doi.org/10.1086/671052
Belk, R. W, & Yeh, J. H-Y. (2011). Tourist photographs: Signs of self. International Journal of Culture, Tourism and Hospitality Research, 7(4), 411–424. https://doi.org/10.1108/17506181111174628
Belk, R. W., Miller, D., & Eckhardt, G. M. (Eds.). (2016). The Routledge companion to identity and consumption. Routledge.
Casotti, L. M., & Suarez, M. C. (2016). Dez anos de Consumer Culture Theory: Delimitações e aberturas. Revista de Administração de Empresas, 56(3), 353–359. https://doi.org/10.1590/S0034-759020160308
Creswell, J. W. (2007). Projeto de pesquisa: Métodos qualitativo, quantitativo e misto. Bookman.
Epp, A. M., & Price, L. L. (2008). Family identity: a framework of identity interplay in consumption practices. Journal of Consumer Research, 35(1), 50-70. https://doi.org/10.1086/529535
Ferreira, M. C., & Scaraboto, D. (2016). “My plastic dreams”: Towards an extended understanding of materiality and the shaping of consumer identities. Journal of Business Research, 69(1), 191–207. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2015.07.032
Fonseca, C. (2004). Olhares antropológicos sobre a família contemporânea. Pesquisando a família: Olhares contemporâneos, 55–68.
Gaião, B. F. da S., Souza, I. L. de, & Leão, A. L. M. de S. (2012). Consumer Culture Theory (CCT) já é uma escola de pensamento em marketing? Revista de Administração de Empresas, 52(3), 330–344. https://doi.org/10.1590/s0034-75902012000300005
Hicks, D. (2010). The material-cultural turn. In D. Hicks, & M. C. Beaudry (Eds.), The Oxford handbook of material culture studies (pp. 25–98). Oxford University Press.
Humayun, M., & Belk, R. (2020). The analogue diaries of postdigital consumption. Journal of Marketing Management, 36(7-8), 633–659. https://doi.org/10.1080/0267257X.2020.1724178
Kossoy, B. (2001). Fotografia & história. Ateliê Editorial.
Mauad, A. M. (1996). Através da imagem: Fotografia e história interface. Tempo, 1(2), 73–98.
Miller, D. (1987). Material culture and mass consumption. Blackwell.
Miller, D. (2013). Trecos, troços e coisas: Estudos antropológicos sobre a cultura material. Zahar.
Money, A. (2007). Material culture and the living room: The appropriation and use of goods in everyday life. Journal of Consumer Culture, 7(3), 355–377. https://doi.org/10.1177/1469540507081630
Niese, Z. A., Libby, L. K., & Eibach, R. P. (2023). Picturing your life: The role of imagery perspective in personal photos. Social Psychological and Personality Science, 15(3), 309–317. https://doi.org/10.1177/19485506231163012
Pérez, M. B. (2022). La fotografía entre estudiantes de periodismo y comunicación audiovisual de las universidades públicas andaluzas: Consumo, cultura visual y una propuesta pedagógica. Revista KEPES, 19(25), 47–77.
Pinto, M. R., & Batinga, G. L. (2023). Pesquisa qualitativa em marketing: A experiência de pesquisadores brasileiros. Editora PUC Minas.
Rocha, E. (2000). Totem e consumo: Um estudo antropológico de anúncios publicitários. Revista Alceu, 1(1), 18–37.
Santos, F. C. (2016). As faces da selfie: Revelações da fotografia social. Revista Brasileira de Ciencias Sociais, 31(92), 1–16. https://doi.org/10.17666/319202/2016
Sassatelli, R. (2007). Consumer culture: History, theory and politics. SAGE Publications.
Saunders, B., Sim, J., Kingstone, T., Baker, S., Waterfield, J., Bartlam, B., Burroughs, H., & Jinks, C. (2018). Saturation in qualitative research: Exploring its conceptualization and operationalization. Quality & Quantity, 52, 1893-1907. https://doi.org/10.1007/s11135-017-0574-8
Schroeder, J. E. (1998). Consuming representation: A visual approach to consumer research. In B. B. Stern (Ed.), Representing consumers: Voices, views, and visions (pp. 193–230). Routledge.
Silveira, M. L. da. (2000). Família: Conceitos sócio-antropológicos básicos para o trabalho em saúde. Família, Saúde e Desenvolvimento, 2(2), 58-64. https://doi.org/10.5380/fsd.v2i2.4927
Soilo, A. N. (2012). A arte da fotografia na antropologia: O uso de imagens como instrumento de pesquisa social. Revista Habitus, 10(2), 72-79.
Sontag, S. (2004). Sobre fotografia. Companhia das Letras.
Souza, L. R. M., & Neves, M. F. (2018). Fotografia e consumo: influência da cultura jovem no perfil do consumidor. Revista Americana de Empreendedorismo e Inovação, 4(Edição especial ENACILLA), 64–71. https://doi.org/10.33871/26747170.2018.1.1.3283
Vieira, F. G. D. (2013). Perspectivas e limites da pesquisa qualitativa na produção de conhecimento em marketing. Revista de Negócios, 18(1), 10–24. https://doi.org/10.7867/1980-4431.2013v18n1p10-24
Wallendorf, M., & Arnould, E. J. (1988). “My favorite things”: A cross-cultural inquiry into object attachment, possessiveness, and social linkage. Journal of Consumer Research, 14(4), 531-547. https://doi.org/10.1086/209134
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Journal of Administrative Sciences

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Para publicação de trabalhos, os autores deverão assinar a Carta de Direitos Autorais, cujo modelo será enviado aos autores por e-mail, reservando os direitos, até mesmo de tradução, à RCA.
Para os textos que apresentam imagens (fotografias, retratos, obras de artes plásticas, desenhos fotografados, obras fotográficas em geral, mapas, figuras e outros), os autores devem encaminhar para a RCA carta original de autorização da empresa que detém a concessão e o direito de uso da imagem. A carta deve estar em papel timbrado e assinada pelo responsável da empresa, com autorização para o uso e a reprodução das imagens utilizadas no trabalho. O corpo da carta deve conter que a empresa é detentora dos direitos sobre as imagens e que dá direito de reprodução para a RCA. É importante salientar que os autores são responsáveis por eventuais problemas de direitos de reprodução das imagens que compõem o artigo.
A instituição e/ou qualquer dos organismos editoriais desta publicação NÃO SE RESPONSABILIZAM pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seus autores












