O home-office na percepção dos trabalhadores de uma indústria automobilística

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/2318-0722.2023.29.e12236

Palavras-chave:

gestão de pessoas, home office, teletrabalho

Resumo

O mundo contemporâneo tem se caracterizado por profundas mudanças nas relações de trabalho. Há algumas décadas, quase todos os trabalhadores eram contratados com carteira assinada, em horário integral e cumprindo suas atividades nas dependências da empresa. Hoje, várias dessas condições têm sido flexibilizadas, incluindo o local de atuação, com a crescente utilização do teletrabalho, chamado também de home-office, quando realizado na residência do trabalhador. A pesquisa cujos resultados estão aqui expostos procurou analisar as percepções dos trabalhadores de uma indústria automobilística inseridos em uma experiência piloto de home-office. Após uma revisão da literatura sobre as vantagens e desvantagens que costumam ser atribuídos a esse sistema, esses trabalhadores foram consultados os em dois momentos distintos: antes do início desse sistema e oito meses após. Os resultados obtidos indicam uma prevalência de aspectos positivos, revelando, porém, a necessidade de que algumas providências sejam adotadas, de modo a não causar prejuízos aos trabalhadores ou à produtividade por eles mantida.

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Biografia do Autor

Marcela Pereira Certo, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil

Formada em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 2018, atualmente atua como Analista de Compras Jr.

Victor Cláudio Paradela Ferreira, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil

Doutor em Administração e Mestre em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (EBAPE/RJ) e Especialista em Formação de Recursos Humanos para o Ensino a Distância (Universidade Castelo Branco - RJ). Trabalhou como analista e gestor na administração pública direta e indireta. Atuou como empresário, Diretor Administrativo, gerente e consultor em organizações públicas e privadas. É professor de cursos de graduação e pós-graduação desde 1992. Atualmente é professor Associado da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal de Juiz de Fora, na qual Coordena o Mestrado Acadêmico em Administração e o MBA em Gestão Empresarial, além de liderar o Grupo de Estudos e Pesquisas em Pessoas e Organizações (GEPPO). Como professor, atua nas graduações em Administração e em Administração Pública, no Mestrado Acadêmico em Administração, no Mestrado profissional em Administração Pública e no Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública. Publicou 8 livros como autor e 3 livros, como organizador, 30 capítulos de livro e diversos artigos em periódicos científicos. Tem como principais áreas de interesse Gestão de Pessoas; Administração Pública e Gestão Educacional.

Débora Vargas Ferreira Costa, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil

Graduação em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2005), mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (2008) e doutorado em Administração pela Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO) (2019). Atualmente é Professora do Quadro Permanente do Mestrado em Gestão & Estratégia da UFRRJ na linha de pesquisa Gestão Estratégica de Pessoas. Professora do Quadro Permanente do Mestrado em Administração da UFJF na linha de pesquisa Gestão, Tecnologia e Processos organizacionais. Professora adjunta da Graduação em Administração da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ - campus Três Rios), das disciplinas da Gestão de Pessoas. Professora do MBA em Gestão de Pessoas da UFJF. Atuou como chefe de departamento do DCAS, campus Três Rios de junho de 2017 a agosto de 2021 e também como Gerente de Recrutamento, Seleção e Treinamento de multinacional do segmento de energia. Vice-líder do Grupo de Pesquisa em Gestão Estratégica de Pessoas & Organizações (Diretório do CNPq). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pessoas e Organizações (GEPPO - UFJF) (Diretório do CNPq) e Líder da linha de pesquisa de Relações de Trabalho e Subjetividade nas Organizações (GEEPO). Estuda Psicanálise na Instituição Núcleo de Leitura em Psicanálise. Pesquisa na área de Gestão de Pessoas, Trabalho e Subjetividade. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Gestão de Pessoas.

Débora Magalhães Kirchmair, Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, Pouso Alegre, Minas Gerais, Brasil

Mestra em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Bacharela em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Pessoas e Organizações (GEPPO) e Coordenadora Administrativa do Simpósio de Pesquisas em Pessoas e Organizações (SEPO).

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Publicado

07.03.2023

Como Citar

CERTO, M. P.; FERREIRA, V. C. P.; COSTA, D. V. F.; KIRCHMAIR, D. M. O home-office na percepção dos trabalhadores de uma indústria automobilística. Revista Ciências Administrativas, [S. l.], v. 29, p. 1–14, 2023. DOI: 10.5020/2318-0722.2023.29.e12236. Disponível em: https://ojs.unifor.br/rca/article/view/12236. Acesso em: 19 maio. 2024.

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Artigos