A Comunicação Síncrona e Assíncrona na Accountability Vereador-Cidadão no Município Amazonense de Benjamin Constant, Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/2318-0722.2022.28.e11705

Palavras-chave:

prestação de contas, participação cidadã, comunicação

Resumo

O objetivo deste estudo é testar a dedução construída de que maior participação popular na accountability vereador-cidadão depende do tipo de comunicação. No método dedutivo usado, constrói-se primeiramente a dedução e somente depois as evidências são apresentadas e discutidas. A abordagem de pesquisa é qualitativa e exploratória. A amostra do estudo compreende 62% dos vereadores do município de Benjamin Constant no estado do Amazonas, com mandato no período de 2017 a 2020, que participaram da pesquisa de campo empreendida em 2018, e ao responderem à entrevista semiestruturada e ao questionário. Os dados das 50 evidências encontradas mostram dois grupos de participação popular (A e B), dois tipos de comunicação (síncrona e assíncrona) e 13 meios de comunicação. Foi identificado que 48% das evidências estão relacionadas com o Grupo A, que representa meios de comunicação referenciados pelos vereadores como os de maior participação popular. O tipo de comunicação síncrona foi evidenciado por 42% dos participantes. Desse modo, a dedução de que maior participação popular na accountability vereador-cidadão depende do tipo de comunicação não é plausível dentro do Grupo A, mas faz sentido na comparação entre os Grupos A e B. Argumenta-se, então, que se a comunicação é síncrona, então a participação popular na accountability vereador-cidadão tende a ser maior.

Biografia do Autor

Rodrigo Christian Sena da Silva, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Graduado em Administração pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Antônio Vagner Almeida Olavo, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Mestre em Administração pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Herbert Cristhiano Pinheiro de Andrade, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

Doutor em Administração pela Universidade da Amazônia (UNAMA) e Professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Referências

Ackerman, J. (2005). Social accountability for thepublic sector: aA conceptual discussion. The World Bank.

Ackerman, J. (2006). Estructura Institucional para larendición de cuentas: Llecciones internacionales y reformas futuras. Auditoría Superior de la Federación.

Akutsu, L., & Pinho, J. A. G. (2002). Sociedade da informação, accountability e democracia delegativa:Investigação em portais de governo no Brasil. Revista De Administração Pública, 36(5),723-746. Link

Agostineto, R. C., & Raupp, F. M. (2010) Prestação de contas por meio de portais eletrônicos: Um estudo em câmaras municipais da Grande Florianópolis. Revista Universo Contábil, 6(3), 64-79. Link

Andrade, H. C. P., Vasconcellos, A. M. A., & Sobrinho, M. V. (2018). Espaciocoproductivo e incidencia de lasociedad civil: Lagestión de la Política Nacional de Residuos Sólidos enelmunicipio de Belém, Pará, Amazonia Brasileña. Praxis sociológica, (23),163-188. Link

Araújo, E. W. F. (2015). O rádio debate a cidade: a participação dos ouvintes nos programas jornalísticos das emissoras AM em São Luís. Anais da Sétima Jornada Internacional Política Pública. São Luiz- MA, Brasil. Link

Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. (2020). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Link

Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo. Edições 70.

Barros, M. G., & Carvalho, A. B. G. (2011). As concepções de interatividade nos ambientes virtuais de aprendizagem. In R. P. Sousa, F. M. C. S. C. Miota, & A. B. G. Carvalho, Tecnologias digitais na educação (pp. 209-232). EDUEPB.

Blundell, S. (1995). Women in ancientGreece. Harvard University Press.

Campos, A. M. (1990). Accountability: quando poderemos traduzi-la. Revista de Administração Pública, 24(2), 30-50. DOI: 10.1590/S0034-76122009000600006

Carlomagno, M. C., Braga, S. S., & Sampaio, R. C. (2018). Respondem os políticos a questionamentos dos eleitores? Um experimento controlando os incentivos de mensagem, período e meio. Opinião Pública, 24(2), 328-364. Link

Cartledge, P. (2009). AncidentGreece: A history in elevencities. Oxford University Press.

Cartledge, P. (2016). Democracy: A Life. Oxford University Press.

Carta de Serviços ao Usuário CSU (2019 14 de novembro). Câmara Municipal de Benjamin Constant. Link

Cunha, M. A. V. C. D., & Santos, G. S. D. (2005). O uso de meios eletrônicos no relacionamento do parlamentar com o cidadão nos municípios brasileiros. Organizações & Sociedade, 12(35), 69-89. Link

Dias, T. F., Sano, H., & Medeiros, M. F. M. D. (2019). Inovação e tecnologias da comunicação e informação na administração pública. Coleção Gestão Pública. Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Link

Franco, I., & Abe, M. (2020). SDG 17 Parrnerships for thegoals. In I. Franco, T. Chatterji, E. Derbyshire, & J. Tracey (Eds). Actioningthe Global Goals for Local Impact (pp. 275-293). Science for Sustainable Societies. Springer. DOI: 10.1007/978-981-32-9927-6_18

Garlan, Y. (1988). Slavery in ancientGreece. Cornell University Press.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE]. (2020). Cidades. Link

Isunza, E., & Olvera, A. J. (2006). Democratización, rendición de cuentas y sociedad civil: Pparticipaciónciudadana y control social. México: Centro de Investigaciones y Estudios Superiores enem Antropología Social. Link

Mantovani, D. M. N., Viana, A. B. N., & Gouvêa, M. A. (2010). Comunicação assíncrona como ferramenta no ensino-aprendizagem de estatística aplicada à administração. Revista Iberoamericana de Educación, 54(3), 1-15. DOI: 10.35362/rie5431672

Nebot, C. P., Andrade, H. C. P., & Souza, A. C. (2020). Transparência na atividade contratual dos municípios da Comunidade de Madrid. Administração Pública e Gestão Social, 12(1), 1-25. Link

Peruzzotti, E., & Smulovitz, E. (2002). Controlando la política. ciudadanos y mediosenlas democracias latinoamericanas. Grupo Editorial Temas.

Pinho, J. A. G. (2008). Investigando portais de governo eletrônico de estados no Brasil: muita tecnologia, pouca democracia. Revista de Administração Pública, 42(3), 471-493. DOI: 10.1590/S0034-76122008000300003

Pinho, J. A. G., & Sacramento, A. R. S. (2009). Accountability: já podemos traduzi-la para o português?. Revista de Administração Pública, 43(6), 1343-1368. DOI: 10.1590/S0034-76122009000600006

Platt, O. A. Neto, Cruz, F., Ensslin, S. R., & Ensslin, L. (2007). Publicidade e transparência das contas públicas: Obrigatoriedade e abrangência desses princípios na administração pública brasileira. Contabilidade Vista & Revista, 18(1), 75-94. Link

Raupp, F. M., & Pinho, J. A. G. (2017). A Voz de Presidentes de Câmaras Municipais sobre Prestação de Contas, Transparência e Participação em Portais Eletrônicos. Revista de Administração e Contabilidade da FAT, 4(2), 53-68. Link

Rêgo, H. O., & Freire, I. M. (2018). Accountability: novo conceito para a Ciência da Informação? Ciência da Informação em Revista, 5(1), 29-40. Link

Roberts, J. T. (1982). Accountability in Atheniangovernment: Books ondemand. Universityof Wisconsin Press.

Rocha, A. C. (2011). Accountability na administração pública: Modelos teóricos e abordagens. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, 14(2), 82-97. Link

Rocha, D. G., Zuccollotto, R., & Teixeira, M. A. C. (2020). Insulados e não democráticos: Aa (im) possibilidade do exercício da social accountability nos Tribunais de Contas brasileiros. Revista de Administração Pública, 54(2), 201-219. DOI: 10.1590/0034-761220190294

Sales, T. S., & Campos, J. C. D. (2017). A carência de efetiva participação da sociedade civil nas audiências públicas no âmbito do controle concentrado de constitucionalidade Brasileiro. Conpedi Law Review, 3(1), 216-234. DOI: 10.26668/2448-3931_conpedilawreview/2017.v3i1.3688

Schedler, A. (1999). Conceptualizing accountability. In A. Schedler, L. Diamond, & M. F. Plattner. (Eds.). The self-restraingstate: Power and accountability in new democracies. Lynne Rienner Publishers.

Schedler, A. (2004). ¿Qué es la Rendición de Cuentas? Cuadernillos de Transparencia Nº 3. Instituto Federal de Acceso a laInformación Pública.

Siena, O., Carvalho, E. M., & Borba, P. O. (2019). Utilização do facebook pelos governos locais para promoção de accountability com participação social. Revista de Direito da Cidade, 11(3), 583-616. DOI: 10.12957/rdc.2019.43707

Souza, F. J.Souza, F. J. V., Barros, C. C., Araújo, F. R., & Silva, M. C. (2013). Índice de transparência municipal: Um estudo nos municípios mais populosos do Rio Grande do Norte. Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, 3(3), 94-113. Link

Von Dornum, D. D. (1997). The straight and thecrooked: Legal accountability in Ancient Greece. Columbia Law Review, 97(5), 1483-1518. DOI: 10.2307/1123441

Downloads

Publicado

28.12.2022

Como Citar

SILVA, R. C. S. da; OLAVO, A. V. A.; ANDRADE, H. C. P. de. A Comunicação Síncrona e Assíncrona na Accountability Vereador-Cidadão no Município Amazonense de Benjamin Constant, Brasil. Revista Ciências Administrativas, [S. l.], v. 28, p. e11705, 2022. DOI: 10.5020/2318-0722.2022.28.e11705. Disponível em: https://ojs.unifor.br/rca/article/view/11705. Acesso em: 1 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos