Conferências Internacionais sobre Promoção da Saúde: evolução, inflexões conceituais e desafios contemporâneos para a agenda global

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/18061230.2026.15925

Palavras-chave:

Promoção da Saúde, Conferências de Saúde, Políticas Públicas, Equidade em Saúde, Determinantes Sociais da Saúde, Saúde Global

Resumo

Objetivo: Analisar a evolução dos temas e das contribuições das Conferências Internacionais sobre Promoção da Saúde, no período de 1986 a 2021, identificando seus principais avanços, inflexões conceituais e desafios contemporâneos para a consolidação da Promoção da Saúde em âmbito global. Método: Revisão narrativa de abordagem qualitativa, baseada na análise documental de declarações, cartas e relatórios oficiais das Conferências Internacionais sobre Promoção da Saúde, complementada por literatura científica indexada nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar. Incluíram-se documentos publicados entre 1986 e 2023, em português, inglês e espanhol. A análise conduziu-se por categorização temática, orientada pela identificação de eixos analíticos ao longo do tempo. Resultados: Analisaram-se as declarações de dez Conferências Internacionais e de cinco conferências regionais e específicas sobre Promoção da Saúde. Observou-se uma trajetória de ampliação progressiva do escopo da Promoção da Saúde, com deslocamento de abordagens centradas em estilos de vida para perspectivas estruturais, incorporando determinantes sociais, equidade, sustentabilidade e governança global. Destacaram-se avanços na institucionalização do conceito, na consolidação da intersetorialidade e na incorporação da abordagem de saúde em todas as políticas. Contudo, persistem desafios relacionados à implementação, às desigualdades estruturais e à influência de determinantes econômicos e corporativos. Conclusão: As conferências constituem marcos normativos e políticos fundamentais, contribuindo para a consolidação de uma agenda global de Promoção da Saúde. Apesar de avanços conceituais e políticos relevantes, sua efetividade depende da capacidade de tradução das diretrizes globais em práticas territoriais, exigindo fortalecimento institucional, governança intersetorial e compromisso com a equidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Izaltina Adão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestra em Gestão de Saúde pela Fundação Getulio Vargas/SP (2018) e Graduada em Administração de Empresas pela Universidade do Vale do Itajaí/SC (2007). Pesquisadora avaliadora dos Cursos de Especialização em Medicina de Família e Comunidade (MFC) realizado no âmbito dos Programas Médicos pelo Brasil e do Projeto Mais Médicos para o Brasil pela Universidade Aberta do SUS - UNASUS/Fiocruz. Membro da coordenação executiva do Grupo Temático de Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) para o biênio 2024-2025 e 2026-2027. Membro do Grupo Temático Avaliação em Saúde da ABRASCO. Integrante do Laboratório de Pesquisa em Enfermagem e Promoção da Saúde (LAPEPS), Laboratório de Pesquisa e Extensão em Saúde do Trabalhador (LASAT) e do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Avaliação em Saúde (NEPAS) da UFSC. Professora voluntária no Departamento de Saúde Pública da UFSC. Docente convidada no Programa de Pós-Graduação de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde (RIMS) do Hospital Universitário da UFSC, na disciplina de Gestão e Planejamento em Saúde. Integrante da pesquisa multicêntrica voltada ao desenvolvimento de metodologia para a formulação de políticas públicas estaduais de promoção da saúde e ao apoio à sua implementação em estados brasileiros, do Ministério da Saúde/CNPq. Parecerista da Revista Cadernos de Saúde Pública, Physis Revista de Saúde Coletiva e Revista o Mundo da Saúde. Revisora do vocabulário técnico para o Fórum de Editores de Saúde Pública da Abrasco. Membro da comissão organizadora, científica e de comunicação do Encontro Latino-Americano de Monitoramento e Avaliação em Promoção da Saúde.

Claudia Flemming Colussi, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998), mestrado em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003) e doutorado em Odontologia em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Professora Associada do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina e membro do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Avaliação em Saúde - NEPAS - da Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina.

Dais Goncalves Rocha , Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Goiás (1990), mestrado (1997) e doutorado (2001) em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública - Universidade de São Paulo. Pós-Doutorado (2014) na University of British Columbia junto à School of Population and Public Health em Vancouver-Canadá. Pós-Doutorado (2023) na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará em Fortaleza-CE. Professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde - UnB. 

Downloads

Publicado

2026-05-29

Como Citar

Adão, I., Flemming Colussi, C., & Goncalves Rocha , D. (2026). Conferências Internacionais sobre Promoção da Saúde: evolução, inflexões conceituais e desafios contemporâneos para a agenda global. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 39, 1–14. https://doi.org/10.5020/18061230.2026.15925

Edição

Seção

Artigos Originais