Substâncias e medicamentos abortivos utilizados por adolescentes em unidade secundária de saúde
DOI:
https://doi.org/10.5020/941Palavras-chave:
Aborto induzido, Efeitos de drogas, Misoprostol, Efeitos adversos.Resumo
A gravidez na adolescência ocorre quase sempre de modo inesperado. Muitas terminam em aborto provocado. As adolescentes utilizam medicamentos ou chás como métodos que podem levar ao aborto, a anormalidades congênitas, a complicações, ou mesmo à morte. O estudo objetivou identificar e analisar o uso de medicamentos ou outras substâncias como abortivos, por adolescentes; identificando também os motivos para utilizá-las, o grau de instrução das mesmas e avaliando o nível de conhecimento das substâncias ou medicamentos aplicados como prática abortiva. Tratou-se de um estudo transversal, descritivo, observacional, qualitativo com enfoque quantitativo, em que foi aplicado um questionário, a quarenta adolescentes, de 13 a 21 anos de idade, escolhidas aleatoriamente, na prevenção ginecológica e no ambulatório de pediatria do Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), no período de 22 de setembro a 10 de outubro de 2003. Os resultados mostraram que todas as adolescentes entrevistadas eram alfabetizadas. Dentre as jovens entrevistadas, dez relataram ter utilizado alguma substância ou medicamento para induzir o aborto ou induzir o ciclo menstrual, por se apresentarem grávidas ou com suspeita de gravidez. Citaram-se no estudo, substâncias como o suco artificial de uva, sozinho ou associado à cachaça e “pílula do mato”; e os chás de pimenta do reino, “carrapicho”, “boa-noite” e “quebra-pedra”; os reguladores do ciclo menstrual disponíveis em farmácias e o misoprostol. O misoprostol continua a ser utilizado pela população, mesmo após ampla divulgação dos seus efeitos tóxicos e da alta taxa de aborto incompleto.Downloads
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