Promoção da saúde e as escolas: como avançar
DOI:
https://doi.org/10.5020/2924Palabras clave:
Promoção da saúde e as escolas, como avançarResumen
Nos campos de ação da promoção da saúde, descritos pela Carta de Ottawa em 1986, destaca-se a criação de ambientes favoráveis à saúde(1). Nesta linha de pensamento várias estratégias têm sido utilizadas para se implantar políticas de promoção da saúde, dentre elas, a Escola Promotora da Saúde.No ano de 1995, a Organização Pan-Americana da Saúde, Oficina Regional da Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) lançou oficialmente a Iniciativa Regional de Escolas Promotoras de Saúde. Desde então, todos os países da América Latina e do Caribe têm fortalecido suas ações de promoção da saúde na escola revendo as atividades desenvolvidas no campo da saúde escolar(2). Para a escola ser denominada Escola Promotora da Saúde ela deve ter uma visão integral do ser humano, em especial as crianças e os adolescentes, dentro do seu ambiente familiar, comunitário e social. Ela deve desenvolver um ambiente saudável buscando relações construtivas e harmônicas, sendo capaz desta forma de despertar nos participantes aptidões e atitudes para a saúde, promovendo a autonomia, a criatividade e a participação dos alunos, bem como de toda a comunidade escolar(3). Em nenhum outro momento histórico, falou-se tanto em saúde e promoção da saúde como no atual, ou seja, verifica-se a atribuição de promover saúde no ambiente escolar como elemento transformador da realidade. A escola tem papel político fundamental neste contexto, pois é ali que se constrói, destrói ou se perpetua uma ideologia através da transmissão de valores e crenças, além de ser este, um ambiente propício para o desenvolvimento de ações educativas em saúde. É a infância o momento decisivo para a construção e solidificação dos hábitos e atitudes e, em vista disso, a importância do papel da escola como o ambiente potencializador para o desenvolvimento de um trabalho direcionado, sistematizado e permanente. “Através da estratégia de Escola Promotora da Saúde, a saúde escolar tem a possibilidade de avançar e ampliar a sua concepção e práticas com uma visão integral e interdisciplinar do ser humano, dentro de um contexto comunitário, ambiental e político mais amplo”(4:6). A Escola Promotora da Saúde busca através desenvolver conhecimentos, habilidades e destrezas para o autocuidado da saúde e a prevenção das condutas de risco. Além disto, cria estratégias educativas despertando por meio de uma análise crítica e reflexiva sobre os valores, condutas, condições sociais e estilos de vida, contribui para a melhoria da saúde e do desenvolvimento humano, colaborando para a construção da cidadania e democracia, e reforçando a solidariedade, o espírito de comunidade e os direitos humanos(3). Segundo a Organização Panamericana de saúde, a promoção da saúde dentro do âmbito escolar tem três componentes principais, a educação para saúde de forma generalizada, a criação de entorno saudável e o fornecimento de serviços de saúde(4). Se pretendermos, efetivamente, promover saúde, podemos contar com a escola como parceira nessa jornada, e se pretendermos realizar ações efetivas deeducação em saúde na escola, temos que contar com o apoio e o envolvimento dos professores. O papel do professor, na escola, é complexo e merece destaque porque ele é um agente (trans)formador(3,4).A concretização de projetos de promoção da saúde no contexto escolar está apoiada no professor, o qual representa um elo importante e fundamental neste contexto, sendo um multiplicador de ideias, devendo estar capacitado para abordar o conceito de saúde preconizado nas Conferências Internacionais, VIII Conferência Nacional de Saúde, nas Políticas Públicas de Saúde e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)(1) através não só do domínio de informações, mas das estratégias educativas necessárias para a construção integrada do conhecimento. No presente número da Revista Brasileira em Promoção da Saúde, apresenta-se um artigo que versa exatamente sobre a importância da criação de entorno saudável na rede escolar, principalmente quando estas ações estão ocorrendo em uma região de baixo nível socioeconômico. Neste, demonstra-se que a criação de comportamentos saudáveis desde o período pré-escolar além de ser importante impacta na vida saudável das crianças. Ações simples como atividades lúdicas na escola refletem em um aprendizado que com certeza marcará a vida destas crianças, desde que sejam contínuas. A RBPS acredita que a capacitação dos professores e profissionais da saúde, através de suas páginas, contribuirá para ser um alicerce para o futuro da Escola Promotora de Saúde no Brasil, e um exemplo para outros países compartilharem esta idéia. doi:10.5020/18061230.2013.p307Descargas
Citas
Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção da Saúde. As Cartas da Promoção da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde,2002.
Ministério da Saúde (BR), Organização Pan-Americana da Saúde. Escolas promotoras de saúde: experiências do Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS. Escuelas promotoras de la salud: entornos saludables y mejor salud para las generaciones futuras. Washington:OPAS, 1998.
Harada J, Mattos PCA, Pedroso GC, Moreira AMM, Guerra AB, Silva CS, et al. Cadernos de Escolas Promotoras de Saúde – I [acesso em 2013 Nov 8]. Disponível em: http://www.sbp.com.br/img/cadernosbpfinal.pdf.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2014 Revista Brasileña en Promoción de la Salud

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Al publicar en la RBPS, los autores declaran que el trabajo es de su exclusiva autoría y, por lo tanto, asumen la total responsabilidad por su contenido. Junto con el envío del manuscrito, los autores deben presentar la Declaración de Responsabilidad y de Derechos de Autor firmada por todos los autores, así como su contribución individual en la elaboración del mismo, y deberá enviarse en formato PDF. Los autores retienen los derechos de autor de su artículo y aceptan licenciar su trabajo mediante una Licencia Pública Internacional Creative Commons, aceptando así los términos y condiciones de dicha licencia.
CC BY-NC: Esta licencia permite que otros remezclen, adapten y creen a partir del artículo publicado con fines no comerciales, siempre que atribuyan el debido crédito a los creadores de la obra (los autores del artículo).
Enlace de la licencia: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
Código legal: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/legalcode
















