A percepção de estresse e qualidade de vida de universitários de uma moradia estudantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/18061230.2025.15374

Palavras-chave:

Estresse psicológico, Qualidade de vida, Saúde dos estudantes, Universidades

Resumo

Objetivo: avaliar o estresse e a qualidade de vida de estudantes universitários residentes em uma moradia estudantil de uma universidade pública. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa. Foram utilizados a Escala de Estresse Percebido (EEP-10), o WHOQOL-bref e um questionário estruturado para caracterização do perfil dos estudantes. As coletas ocorreram na própria moradia estudantil. Foram feitas análises descritivas dos dados, análise univariada (razão de prevalência) e multivariada (análise de cluster e de correspondência). Resultados: Participaram do estudo 118 estudantes de graduação com média de idade de 22,16 anos (desvio-padrão 3,73 anos). A maioria constitui-se do gênero masculino (63,5%) e solteira (99,1%). A média de estresse percebido foi de 24,6 (desvio-padrão 6,49), sendo que 58,5% encontra-se com percepção alta de estresse. A qualidade de vida foi considerada mediana, com pontuações próximas aos 50 no WHOQOL-bref, sendo o domínio meio ambiente com a menor pontuação (49,4). Não houve diferenças significativas entre o estresse e as variáveis investigadas. Contudo, obtiveram-se quatro perfis de associação: (1) estresse baixo/moderado, qualidade de vida alta, área de humanas, período inicial do curso, turno não integral; (2) qualidade de vida intermediária, gênero masculino, área de ciências biológicas, período final; (3) estresse alto, área de ciências exatas e da terra, turno integral, período intermediário do curso; (4) estresse alto/muito alto, qualidade de vida baixa e gênero feminino. Conclusão: Os resultados indicaram importantes associações entre o estresse, a qualidade de vida e as características dos estudantes.

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Traduções deste artigo

Biografia do Autor

Nathália Fontella Sturbelle, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

Graduação em Ciências Biológicas - Bacharelado pela Universidade Federal do Rio Grande (2013), graduação em Terapia Ocupacional pela Universidade Federal de Pelotas (2020) e mestrado em Ciências pela Universidade Federal de Pelotas (2023). Atua nas áreas de Pediatria, Saúde Mental e Saúde Coletiva, com experiência em práticas clínicas e atividades de extensão e pesquisa. Desenvolve estudos voltados à saúde mental e ao desempenho ocupacional de estudantes universitários, com interesse em temas como sofrimento psíquico, qualidade de vida e cotidiano no contexto acadêmico. 

Fernanda Capella Rugno, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Graduação em Terapia Ocupacional pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", UNESP (2008-2011), Mestrado em Oncologia pela Fundação PIO XII - Hospital de Câncer de Barretos (2012-2013), pós graduação lato sensu em Dor pelo Hospital Israelita Albert Einstein (2013) e Doutorado em Saúde Pública pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP) (2014-2017). Durante a graduação e a pós-graduação stricto sensu foi bolsista de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). 

Rodrigo da Silva Vital, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

Professor adjunto do Departamento de Fundamentos de Educação - Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), lecionando nos campos da Educação Especial e Educação Inclusiva. É mestre em educação e tecnologia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSul) e doutor em educação em ciências pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Graduou-se em terapia ocupacional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Estela Cristina Carneseca, ProEstat - Consultoria Estatística e Pesquisa de Mercado, São Paulo, Brasil

Bacharelado em Estatística pela Universidade Federal de São Carlos (2008) e Mestrado em Ciências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Atuei como assessora estatística por 2 anos no Centro de Métodos Quantitativos (CEMEQ) do HCFMRP/USP, por 3 anos como bioestatística no Hospital de Câncer de Barretos e, há 10 anos, sou sócia proprietária da ProEstat - Consultoria Estatística e Pesquisa de Mercado.

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Publicado

2025-05-15

Como Citar

Sturbelle, N. F., Rugno, F. C., Vital, R. da S., & Carneseca, E. C. (2025). A percepção de estresse e qualidade de vida de universitários de uma moradia estudantil. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 38, 1–10. https://doi.org/10.5020/18061230.2025.15374

Edição

Seção

Artigos Originais