Amamentação: Quando as Emoções Afloram e Nem Tudo é Felicidade
DOI:
https://doi.org/10.5020/18061230.2026.16693Palavras-chave:
Aleitamento Materno, Emoções, Bem-Estar Psicológico, Saúde da Mulher, Apoio Social, Habilidades de EnfrentamentoResumo
Objetivo: Explorar a relação entre as emoções, a percepção de bem-estar e mal-estar psicológico e a prática da amamentação. Métodos: Estudo qualitativo com abordagem fenomenológica. Participaram 55 mulheres maiores de 18 anos em período de amamentação, beneficiárias de programas de atenção da cidade de Bogotá, Colômbia. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e grupos focais; para cada técnica, contou-se com um roteiro de perguntas derivadas das categorias previamente identificadas. Os dados foram analisados mediante o modelo de comparação constante proposto por Glaser e Strauss e a análise narrativa, o que permitiu evidenciar aspectos relacionados ao individual e ao coletivo, bem como as interações da experiência das mulheres com o social e o cultural. Resultados: As emoções vinculadas à amamentação foram medo, tristeza, culpa e felicidade. Algumas estratégias de enfrentamento das mulheres foram conversar com seu círculo próximo, dar tempo ao próprio corpo para se recuperar e insistir nas práticas que favorecem a amamentação. O apoio familiar e o cumprimento da expectativa de oferecer amamentação exclusiva geraram bem-estar, enquanto o cansaço, a irritabilidade e o estresse produziram mal-estar nas participantes. Conclusão: As mulheres priorizam as necessidades de seus/suas filhos/as acima das próprias; a amamentação humana é uma delas, o que impacta sua saúde mental e torna a experiência mais complexa. Destaca-se a importância de atender de forma equivalente à díade mãe-filho/a e suas necessidades, sem distinção.
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- Amamentação: Quando as Emoções Afloram e Nem Tudo é Felicidade (Português (Brasil))
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