Fatores Associados à Autopercepção Negativa de Saúde em Pessoas Idosas: Diferenças entre Idosos Jovens e Longevos
DOI:
https://doi.org/10.5020/18061230.2026.16625Palavras-chave:
Condições de Saúde, Pessoa Idosa, Doença Crônica, Fatores SocioeconômicosResumo
Objetivo: Analisar as diferenças na autopercepção de saúde entre idosos jovens (60–79 anos) e idosos longevos (≥ 80 anos), bem como identificar fatores sociodemográficos e de saúde associados à autopercepção negativa. Métodos: Estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, representativa da população idosa brasileira. A variável dependente foi a autopercepção de saúde, dicotomizada em positiva ou negativa. As variáveis independentes incluíram sexo, faixa etária, raça/cor de pele, escolaridade, estado marital, doenças crônicas não transmissíveis, limitações funcionais em atividades básicas e instrumentais da vida diária, e cobertura por plano privado de saúde. As análises utilizaram modelos de regressão de Poisson ajustados por características socioeconômicas e de saúde, considerando pesos amostrais e delineamento complexo. Resultados: A amostra compreendeu 22.728 idosos. A prevalência da autopercepção negativa de saúde foi maior entre idosos longevos (13,9%) do que entre idosos jovens (10,8%). Em ambos os grupos etários, observou-se uma associação entre autopercepção negativa de saúde e menor escolaridade, raça/cor parda ou preta, presença de doenças crônicas não transmissíveis, limitação funcional e ausência de plano privado de saúde. Sexo feminino e histórico de quedas associaram-se exclusivamente aos idosos jovens. Conclusão: A autopercepção negativa associou-se a desigualdades raciais e socioeconômicas, a doenças crônicas não transmissíveis e a limitações funcionais, com diferenças entre idosos jovens e longevos. Estratégias de promoção da saúde e cuidado integral no Sistema Único de Saúde devem considerar essa heterogeneidade para o enfrentamento das desigualdades no envelhecimento.
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