Aleitamento materno e seus benefícios: primeiro passo para a promoção saúde
DOI:
https://doi.org/10.5020/3442Resumen
O aleitamento materno é reconhecido pelo Ministério da Saúde, em consonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), como uma das estratégias fundamentais para a diminuição dos índices de mortalidade neonatal(1). É pacífico o fato de que o aleitamento materno deva ser iniciado após o parto, uma vez que o colostro é considerado a primeira imunização do neonato pela presença de imunoglobulinas e maior quantidade de proteínas e vitamina A(2). Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, podendo ser dado como suplemento alimentar até os dois anos de idade ou mais(3,4). Então, é papel do profissional de saúde, em qualquer área de atuação, incentivar, estimular e apoiar o aleitamento materno(5). Dentre as ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno do Ministério da Saúde implementadas nos últimos 30 anos destacam-se a Iniciativa Hospital Amiga da Criança (IHAC), que prioriza os 10 passos para o aleitamento materno, a criação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes (NBCAL), a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (REDEBLH), as campanhas anuais como Semana Mundial da Amamentação (SMAM) e Dia Nacional de Doação de Leite Humano, e, mais recentemente, a Rede Amamenta Brasil(6). Observam-se os inúmeros benefícios do aleitamento materno relacionados aos aspectos nutricionais e emocionais, em que esse aleitamento aparece como fonte de nutrientes, em quantidade e qualidade adequadas ao bebê, sendo ao mesmo tempo promotor da relação mãe-filho(5). A interação mãe-filho durante a amamentação favorece o desenvolvimento dos laços afetivos para a aprendizagem mútua, visto que gera afeto, segurança, acolhimento e contribui para o desenvolvimento da linguagem e a construção da inteligência. A mãe aprende sobre o comportamento do bebê e sobre seu papel de mãe; o bebê aprende a se relacionar com sua mãe e com o mundo através dela. Além disso, o ato de amamentar promove o desenvolvimento facial infantil, contribuindo positivamente para a mastigação, deglutição, respiração e articulação dos fonemas, no que tange aos aspectos relacionados ao desenvolvimento sensóriomotor oral, especificamente no que se refere à posição, pega, força de sucção e coordenação entre as funções de sucção, deglutição e respiração(7). O aleitamento materno pode ser determinado por inúmeros fatores que abrangem desde aspectos individuais, relativos aos neonatos e as suas mães e famílias; até determinantes contextuais como a realidade socioeconômica, a capacitação dos profissionais de saúde, a atuação de serviços e políticas públicas. E que, apesar de biologicamente determinada e culturalmente condicionada, a amamentação constitui-se em um processo complexo impregnado de ideologias e valores culturais(8). Apesar dos inúmeros benefícios do aleitamento materno, constata-se que em algumas situações pode haver indicação para complementar ou até mesmo para não oferecê-lo. O Ministério da Saúde(9) publicou, em edição revisada e ampliada, asrazões justificadas para o uso de substitutos do leite materno. Dentre as contraindicações para o aleitamento materno estão as doenças metabólicas que podem afetar o lactente, como a galactosemia, a fenilcetonúria e a doença do xarope de bordo, bem como os casos de mãe HIV-positiva. Além disto, o uso de medicamentos, como os antimetabólitos, iodo radioativo, xanax, anticoncepcional oral com estrogênio, parlodel, cloromicetina, valium, ergotamina, norplant e pedofilina, também são contraindicados(9). Vale ressaltar que a maioria dos medicamentos utilizados por mulheres durante este período é compatível com a amamentação. Entretanto, pela falta de conhecimento de muitos profissionais da saúde, a lactação acaba sendo interrompida(6). Nesta edição, a RBPS traz a temática aleitamento materno, discutindo essa prática mesmo com a lactante em uso de medicação, reforçando a importância da continuidadedo aleitamento como uma ação de promoção da saúde do recém-nascido. Nesse ínterim, se destaca que crianças amamentadas ao peito parecem apresentar menores chances de obesidade, culminando com adultos mais saudáveis. doi:10.5020/18061230.2014.p149Descargas
Citas
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