Programas Mais Médicos e Médicos pelo Brasil na perspectiva dos gestores municipais
Programas Mais Médicos e Médicos pelo Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5020/18061230.2023.13327Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Estratégia Saúde da Família, Sistema Único de Saúde, Mão de Obra em saúde, Política de SaúdeResumo
Objetivo: Identificar como os gestores municipais percebem a gestão da Atenção Primária à Saúde com o Programa Mais Médicos e o Programa Médicos pelo Brasil. Método: Estudo descritivo, de abordagem qualitativa realizado em Tangará da Serra – MT. Foram realizadas 18 entrevistas semiestruturadas com cinco gestores municipais, entre 2016 a 2021, com média de três entrevistas por ano para captação de percepções em diferentes momentos. A análise temática, guiada pela política pública, foi organizada obedecendo dois tópicos: gestão municipal e de saúde, interface com a Atenção Primária à Saúde; e o aprendizado e as incertezas que esses programas trazem para a gestão. Resultados: A opção política pela adesão a esses programas e os desafios de gestão que a adesão a eles impôs permitem que sejam reveladas as dificuldades inerentes geradas por programas dessa natureza, de ordem administrativa, do acompanhamento por serem profissionais, em sua maioria, estrangeiros, da interrupção da missão e da troca que, se de um lado impulsionam a política pública de saúde, segundo os preceitos do Sistema Único de Saúde, de outro encontram obstáculos, como a opinião pública e o fortalecimento da rede de atenção. Conclusão: Gestores municipais percebem a contribuição dos Programas para expansão da Atenção Primária à Saúde, na oportunidade de fixação e cumprimento da jornada de trabalho, além de oportunizar práticas mais próximas de um modelo de atenção integral à saúde. O estudo traz importante subsídio para o testemunho histórico e o entendimento da dinâmica estratégica para que se possa consolidar-se como políticas de Estado.
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