Tendência e perfil epidemiológico das mortes maternas no Brasil de 2000 a 2022

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/18061230.2025.15571

Palavras-chave:

Mortalidade Materna, Sistemas de Informação em Saúde, Estudos de Séries Temporais

Resumo

Objetivo: Analisar a tendência e o perfil das mortes maternas no Brasil de 2000 a 2022. Método: Estudo ecológico de série temporal, com dados extraídos da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (Painel de Monitoramento da Mortalidade e Natalidade) e com as variáveis investigadas: idade, cor/raça, região de procedência e tipo de causas obstétricas dos óbitos. Após a construção das razões de mortalidade materna (RMM), a tendência foi analisada por gráficos de controle, utilizando as probabilidades esperadas para a distribuição normal para construir as Zonas C (centrais), Zonas B (alerta) e Zonas A (controle), sendo observados os pontos fora dos limites de controle. Resultados: De 2000 a 2019, a RMM permaneceu na Zona Central do gráfico, sendo 52,30 em 2000 e 55,31 em 2019, com aumento expressivo na pandemia de COVID-19 (71,97 em 2020; 113,18 em 2021) e retorno em 2022 (54,82). A faixa etária de maior RMM foi a ≥ 40 anos, embora observou-se tendência de queda após 2009 (248,70 em 2009; 150,00 em 2019; 125,70 em 2022). A cor/raça negra apresentou a pior RMM (média 208,04), bem como as regiões Norte e Nordeste (médias 69,51 e 68,41, respectivamente). Das causas, as diretas foram as de maior RMM no período. Conclusão: Com exceção dos anos da pandemia, notou-se uma estagnação na RMM. As mulheres de maior faixa etária foram as de maior RMM, sendo evidente o impacto das desigualdades sociais, com mulheres pretas e das regiões Norte e Nordeste também apresentando maior mortalidade. Faz-se necessário políticas públicas mais assertivas para a redução da mortalidade materna, com direcionamento às populações vulnerabilizadas.

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Traduções deste artigo

Biografia do Autor

Maria Fernanda Parolini Ferreira, Faculdade de Medicina de Jundiaí, Jundiaí, São Paulo, Brasil

Graduação em andamento em Medicina na Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Monitora bolsista da disciplina de Imunologia (2023) e monitora voluntária da disciplina de Anatomia Humana (2022).Vice-presidente da Liga de Patologia (2022-atual), ligante da Liga de Ortopedia e Traumatologia da FMJ (2022-atual) e da Liga de Anemia e Hematologia (2022-atual).Gestão do Projeto de Extensão Geração (2023-atual).Coordenadora do Departamento Cultural do Diretório Acadêmico Professor Alfonso Bovero (2023).Voluntária da empresa júnior FMJúnior(2023) e do projeto Sorrisoterapia (2023)

Márcia Regina Campos Costa da Fonseca, Faculdade de Medicina de Jundiaí, Jundiaí, São Paulo, Brasil

Graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Campinas (1984), mestrado em Farmacologia pela Universidade Estadual de Campinas (1998) e doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (2002). É professora adjunta da Faculdade de Medicina de Jundiaí (Departamento de Saúde Coletiva) e professora doutora do Curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic.

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

Ferreira, M. F. P., & Fonseca, M. R. C. C. da. (2025). Tendência e perfil epidemiológico das mortes maternas no Brasil de 2000 a 2022. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 38, 1–11. https://doi.org/10.5020/18061230.2025.15571

Edição

Seção

Artigo Original