Coinfecção tuberculose e HIV nas capitais brasileiras: observações a partir dos dados do sistema de informação de agravos de notificação
DOI:
https://doi.org/10.5020/557Palavras-chave:
Tuberculose, HIV, Notificação de Doenças, Prevalência.Resumo
Objetivo: Descrever a frequência de solicitação do exame sorológico para detecção da infecção pelo HIV em pacientes com tuberculose e a prevalência de tal co-infecção nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, no período de 2004 a 2006. Método: Tratou-se de uma investigação epidemiológica retrospectiva com base nos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os dados foram coletados no mês de agosto de 2008. No período considerado no estudo, foram notificados ao SINAN, 35.639 casos de tuberculose em 2004, 37.520 em 2005 e 34.439 em 2006, nas 26 capitais e no DF. O percentual de pacientes com resultado sorológico conhecido e o percentual de pacientes com positividade ao exame para detecção do HIV entre os pacientes com tuberculose variou amplamente entre as capitais e entre os períodos de tempo avaliados. Resultados: Os municípios de Rio Branco e Macapá (Região Norte) apresentaram as piores coberturas de testagem sorológica, com frequências de não realização acima dos 86,5% nos três anos de estudo. As melhores coberturas de rastreio ocorreram em Campo Grande (Região Centro- Oeste) e Curitiba (Região Sul), com frequências de não realização inferiores a 20,5%. A frequência de coinfecção tuberculose/HIV variou de 64,5% em Florianópolis (Região Sul), em 2004 a 0% em Rio Branco (Região Norte), em 2006. Conclusão: No estudo, evidenciaram-se as diferenças regionais para testagem sorológica para HIV em pacientes com tuberculose. Para cumprirem-se as metas de rastreio de HIV em todos os pacientes com tuberculose serão necessários ajustes operacionais e maior comprometimento na implantaçãodas políticas públicas voltadas a estas populações.Downloads
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