Educação Alimentar e Nutricional na Atenção Primária com Pessoas com Doenças Crônicas: Ensaio Clínico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/18061230.2026.15877

Palavras-chave:

Efetividade, Educação Alimentar e Nutricional, Alimentação Saudável, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Objetivo: Avaliar a efetividade de oficinas de Educação Alimentar e Nutricional, baseadas nos princípios do Guia Alimentar para a População Brasileira, e da atividade em horta comunitária como estratégias de promoção da saúde em pessoas com Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Método: Ensaio clínico quasi-experimental paralelo conduzido em São Paulo – SP. O grupo de intervenção participou de três oficinas presenciais que integraram Educação Alimentar e Nutricional, horta e degustação. Além disso, os participantes receberam mudas de hortaliça, impressos e reforço semanal por celular durante três meses. O controle recebeu um livro sobre alimentação saudável e foram avaliadas a frequência de consumo alimentar, a adesão ao guia, o aproveitamento integral dos alimentos, a segurança alimentar, a qualidade de vida e a atividade física. Testes Shapiro-Wilk, t de Student, Mann-Whitney, x2 e análises de Intenção de Tratar, nível de significância de 5%, foram adotados. Resultados: Adesão ao estudo após três meses: 71/90 (79%) intervenção e 50/90 (56%) controle. Maioria de cor de pele não branca (57%), idade mediana (IQ) de 59 (50;66) anos, Ensino Médio completo (47%), sem diferença entre os grupos, exceto maior participação das mulheres no grupo intervenção (93%) versus controle (74%) (p = 0,004). Após a intervenção, identificou-se menor chance no consumo de refrigerante (p = 0,009) e manutenção do escore de adesão ao Guia Alimentar no grupo intervenção, enquanto o grupo controle apresentou piora (p = 0,004). Não houve mudanças no acesso aos alimentos, no consumo integral dos alimentos, na qualidade de vida e na atividade física entre os grupos. Conclusão: A Educação Alimentar e Nutricional, acompanhada de reforço semanal das informações por celular durante três meses, mostrou-se positiva para a manutenção das práticas alimentares saudáveis.

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Biografia do Autor

Mariana Correia Stevenson Braga, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Nutricionista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Residente em Nutrição na área de Reabilitação de Pessoas com Deficiência Física e Incapacitante no Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Unifesp/Universidade Federal de São Paulo. Aprimorada em Transtornos Alimentares pelo Ambulim IPq - HC. 

Natália de Aquino Guerreiro, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Mestre em Ciências pelo Programa de Pós Graduação em Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com ênfase em Saúde Coletiva (2025). Graduada em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (2018), com realização de intercâmbio estudantil com bolsa de mérito acadêmico na Universidade de Copenhague - Dinamarca (2017). Especializada em Nutrição Hospitalar em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor - 2020) e nutricionista sanitarista através do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e Atenção Primária pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2023). 

Solange Andreoni, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Graduação em Estatística pela Universidade de São Paulo (1984), Mestrado em Estatística pela Universidade de São Paulo (1989) e PhD em Bioestatística pela Universidade da Carolina do Norte (1996). Atualmente é professora associada de Bioestatística do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo. 

Luciana Yuki Tomita, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Nutricionista, Doutora em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. É professora Associada e chefe da disciplina de Epidemologia e Bioestatística do Depto. Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP). É orientadora titular do Programa de Pós-graduação em Nutrição da UNIFESP. É vice-coordenadora da Câmara de Extensão e Cultura da EPM (2025). 

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Publicado

2026-06-26

Como Citar

Braga, M. C. S., Guerreiro, N. de A., Andreoni, S., & Tomita, L. Y. (2026). Educação Alimentar e Nutricional na Atenção Primária com Pessoas com Doenças Crônicas: Ensaio Clínico. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 39, 1–13. https://doi.org/10.5020/18061230.2026.15877

Edição

Seção

Artigo Original