Trabalhando as transições no acolhimento familiar de crianças: Um relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25iEsp.e15084Palavras-chave:
acolhimento familiar, história de vida, criança, intervenção psicossocial, vínculos afetivosResumo
O acolhimento familiar é uma medida protetiva prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente que visa acolher, em famílias, crianças e adolescentes cujos direitos foram violados. Este artigo descreve duas experiências de intervenção psicossocial realizadas com famílias e crianças acolhidas em um serviço de acolhimento familiar. As intervenções tiveram como objetivos: (1) favorecer o fortalecimento de vínculos entre crianças acolhidas e família de origem; (2) favorecer o processo de desligamento entre criança acolhida e família acolhedora. Da primeira intervenção participaram a família de origem (mãe e pai) e seus três filhos. Da segunda experiência participaram a criança acolhida e sua acolhedora. Nos dois casos a intervenção teve duração de quatro meses, com encontros semanais, sendo estes estruturados a partir da construção de um "álbum" com cada criança, com base no método do programa “Fazendo Minha História”. Os resultados revelam que houve fortalecimento de vínculos entre os participantes, com registros significativos acerca da história de vida dos acolhidos, contribuindo na construção de suas identidades. Foi possível observar este fortalecimento nas mensagens deixadas pelos pais nos álbuns, no aumento da frequência das visitas e no engajamento dos participantes em realizarem as atividades. A partir destas experiências, ressalta-se a importância do trabalho com histórias de vida no contexto do acolhimento, a fim de favorecer a reintegração familiar e as transições decorrentes desta medida de proteção. Destaca-se ainda a necessidade de pesquisas para validação de métodos que contribuam para a qualidade do acolhimento oferecido às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
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