O que há por trás das telas? Mídias digitais e maternidade
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v26i1.e14435Palavras-chave:
maternidade, mídias digitais, primeira infância, psicanálise, covid-19Resumo
O objetivo deste estudo longitudinal e qualitativo, com fundamento na perspectiva psicanalítica, foi compreender as práticas maternas em relação às mídias digitais ao longo da primeira infância, antes e durante a pandemia de COVID-19. Participaram 22 mães que tinham filhos entre 5 e 33 meses de idade na primeira etapa da pesquisa e entre 32 e 60 meses na segunda fase. A partir da análise temática reflexiva de entrevistas semiestruturadas, encontrou-se que as telas assumiram diferentes funções na maternidade. O lugar de substitutas temporárias dos cuidadores foi ampliado durante a pandemia, enquanto o lugar de auxílio nas tarefas de cuidados da criança foi mais enfatizado na primeira coleta. Não se observaram mudanças expressivas em relação ao lugar de escape, em momentos de sobrecarga emocional. Nesse contexto, o uso de telas esteve associado à necessidade de adaptação materna a mudanças decorrentes do desenvolvimento infantil. Por fim, a intervenção na primeira infância, com atenção às necessidades das mães, é uma das implicações práticas do estudo.
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