Enseñanza Remota y Tonalidades Afectivas: Una Investigación Fenomenológica Hermenéutica con Docentes
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e16994Palabras clave:
enseñanza remota de emergencia, afecto, COVID-19, profesor universitario, investigación fenomenológicaResumen
Se trata de una investigación fenomenológica hermenéutica realizada con tres profesores supervisores de prácticas de universidades públicas brasileñas, mediante entrevistas narrativas llevadas a cabo por videoconferencias remotas. El objetivo fue investigar las tonalidades afectivas surgidas de la experiencia de la enseñanza remota en el área de Psicología durante la pandemia de COVID-19, desde una perspectiva heideggeriana. Los testimonios fueron interpretados a partir de la analítica del sentido de Critelli. Los docentes experimentaron inquietud durante las clases remotas debido a la disminución de interlocutores activos, quienes permanecían con cámaras y micrófonos apagados, poco disponibles para el diálogo crítico y el intercambio. Las tonalidades afectivas mencionadas fueron el temor y la angustia, que dieron lugar a una atmósfera de soledad, desamparo, desmotivación y agotamiento. Dichos afectos provocaron un pensamiento meditativo, convocando a los docentes a alejarse de la superficialidad existencial en favor de una enseñanza orientada no solo a la transmisión de conocimientos, sino que promoviera una circularidad centrada en lo sensible, capaz de suscitar una reflexión profunda y el cuestionamiento de los clichés cotidianos. Se concluye que la enseñanza remota fue una alternativa para la continuidad formativa durante la pandemia, aunque dificultó el proceso de enseñanza-aprendizaje de competencias y habilidades del futuro psicólogo. La soledad y el agotamiento predominaron en la enseñanza remota del curso de Psicología. Los docentes se vieron afectados por: disminución del compromiso estudiantil, debilitamiento de los vínculos, aumento de la deserción, precarización del trabajo, ausencia de convivencia y pérdidas en el proceso formativo. Los estudiantes parecían más consumidores que interlocutores, lo que favoreció una atmósfera afectiva marcada por el tedio y la angustia, interfiriendo tanto en el trabajo docente como en la formación. Se sugieren nuevos estudios para investigar los impactos de esta modalidad de enseñanza en la práctica y en la formación de psicólogos, incluyendo sus tonalidades afectivas.
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