O que há por trás das telas? Mídias digitais e maternidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v26i1.e14435

Palavras-chave:

maternidade, mídias digitais, primeira infância, psicanálise, covid-19

Resumo

O objetivo deste estudo longitudinal e qualitativo, com fundamento na perspectiva psicanalítica, foi compreender as práticas maternas em relação às mídias digitais ao longo da primeira infância, antes e durante a pandemia de COVID-19. Participaram 22 mães que tinham filhos entre 5 e 33 meses de idade na primeira etapa da pesquisa e entre 32 e 60 meses na segunda fase. A partir da análise temática reflexiva de entrevistas semiestruturadas, encontrou-se que as telas assumiram diferentes funções na maternidade. O lugar de substitutas temporárias dos cuidadores foi ampliado durante a pandemia, enquanto o lugar de auxílio nas tarefas de cuidados da criança foi mais enfatizado na primeira coleta. Não se observaram mudanças expressivas em relação ao lugar de escape, em momentos de sobrecarga emocional. Nesse contexto, o uso de telas esteve associado à necessidade de adaptação materna a mudanças decorrentes do desenvolvimento infantil. Por fim, a intervenção na primeira infância, com atenção às necessidades das mães, é uma das implicações práticas do estudo.

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Biografia do Autor

Fernanda Martins Marques, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Doutora e mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRGS, especialista em psicoterapia psicanalítica pela Fundação Universitária Mário Martins e graduada em Psicologia pela UFRGS. Possui experiência profissional como psicoterapeuta psicanalítica, atendendo crianças, adolescentes e adultos, e como psicóloga educacional no serviço público municipal e federal. Atualmente é psicóloga concursada na UFRGS, atuando no Centro de Atendimento Pais-bebê, programa de extensão que faz parte do Centro Interdisciplinar de Pesquisa e Atenção à Saúde (CIPAS). 

Giana Bitencourt Frizzo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Pós-doutora em Psicologia (UFRGS), Doutora em Psicologia (UFRGS), Mestre em Psicologia do Desenvolvimento (UFRGS), Especialista em Psicologia de Casal e Família (Instituto da Família de Porto Alegre), Psicóloga (UFSM). Professora Associada do Instituto de Psicologia e do Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bolsista Produtividade CNPq.

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Publicado

21.01.2026

Como Citar

Marques, F. M., & Frizzo, G. B. (2026). O que há por trás das telas? Mídias digitais e maternidade. Revista Subjetividades, 26(1), 1–12. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v26i1.e14435

Edição

Seção

Relatos de Pesquisa