Le Point de Vue des Obstétricien·ne·s sur la Relation Avec les Patients et leurs Familles
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e16977Mots-clés :
travailleurs de la santé, obstétrique, médecine, psychologie, travailRésumé
L'obstétrique fait partie d'un événement social, culturel et historique de grande estime pour la société : la naissance. De cette façon, les professionnels œuvrant dans ce domaine subissent une pression constante pour obtenir de bons résultats. À cela s'ajoute le contexte brésilien, marqué par diverses difficultés dans la prise en charge de l'accouchement au sein du système de santé publique, ce qui a des implications sur les relations interpersonnelles établies entre le/la médecin obstétricien·ne et les utilisatrices de leurs services. Cela dit, cet article vise à comprendre le point de vue des médecins sur la relation entre l'obstétricien·ne et la femme enceinte, ainsi que ses proches et accompagnateurs dans le Système de Santé Unifié. Un guide d'entretien semi-structuré a été utilisé comme instrument de collecte de données, qui a été analysé selon la perspective de l'analyse de contenu thématique, avec l'apport théorique de la psychodynamique du travail. D'après cette étude, il a été possible d’observer l’existence d’une surcharge due aux conditions de travail précaires dans le secteur de la santé publique, ce qui constitue une des raisons pour lesquelles la relation médecin-patient est affectée. Dans ce contexte, il a été possible de vérifier que la relation médicale avec les femmes enceintes, les membres de la famille et les accompagnants présente une ambivalence : tantôt difficile, conflictuelle et violente ; tantôt sereine, agréable et avec reconnaissance, établissant, selon la psychodynamique du travail, des bénéfices pour l'identité professionnelle et pour la santé mentale.
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