O olhar de médicas(os) obstetras sobre a relação com pacientes e familiares

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e14534

Palavras-chave:

trabalhadores da saúde, obstetrícia, Medicina, Psicologia, trabalho

Resumo

A obstetrícia faz parte de um evento social, cultural e histórico de grande estima para a sociedade: o nascimento. Dessa maneira, os profissionais que atuam nesta área vivenciam uma pressão constante por bons resultados. Soma-se isso ao contexto brasileiro, marcado por diversas dificuldades no atendimento ao parto, no âmbito da assistência pública à saúde, o que traz implicações nas relações interpessoais, que são estabelecidas entre a médica(o) obstetra e as usuárias dos seus serviços. Dito isto, este artigo objetiva compreender o ponto de vista de médicas e médicos sobre a relação obstetra-gestante e seus familiares e acompanhantes no Serviço Único de Saúde. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um roteiro de entrevista semiestruturado, que foi analisado pela perspectiva da análise de conteúdo temática, com o aporte teórico da psicodinâmica do trabalho. A partir deste estudo, foi possível observar a existência de sobrecarga, devido às condições precárias de trabalho na assistência pública à saúde, sendo esta uma das razões pelas quais a relação médica-paciente é prejudicada. À vista disso, possibilitou-se verificar que a relação médica com as gestantes, familiares e acompanhantes apresenta ambivalência: ora difícil, conflituosa e violenta; ora tranquila, prazerosa e com reconhecimento, estabelecendo, conforme a psicodinâmica do trabalho, ganhos para a identidade profissional e para a saúde mental.

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Biografia do Autor

Jéssika Sonaly Vasconcelos Barborsa de Melo, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Psicóloga graduada pela Universidade Estadual da Paraíba (2014). Mestrado e Doutorado em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (2016) e Universidade de São Paulo - USP (2023)

Paulo César Zambroni de Souza, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil

Graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), sob a orientação da Prof Maria Luíza Lo Presti Seminério, doutor em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2006)

Amanda Dias Dourado, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil

Mestra e Doutora em Psicologia Social do Trabalho na Universidade Federal da Paraíba- UFPB. Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ.

Thaís Augusta Cunha de Oliveira Máximo, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil

Psicóloga formada pela Universidade Federal da Paraíba, no ano de 2007, sendo bolsista CNPQ de pesquisa durante o curso. Fez Mestrado (2007 - 2009) e Doutorado (2010 - 2012) em Psicologia Social, também pela Universidade Universidade Federal da Paraíba.

Anísio José da Silva Araújo, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil

Graduação em Formação de Psicólogo pela Universidade Federal da Paraíba (1983), mestrado em Administração pela Universidade Federal da Paraíba (1991), doutorado em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2001) e pós-doutorado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

28.04.2024

Como Citar

Melo, J. S. V. B. de, Souza, P. C. Z. de, Dourado, A. D., Máximo, T. A. C. de O., & Araújo, A. J. da S. (2024). O olhar de médicas(os) obstetras sobre a relação com pacientes e familiares. Revista Subjetividades, 25(1), 1–13. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e14534

Edição

Seção

Relatos de Pesquisa