Lutte contre des logiques coloniales dans la formation en Psychologie: Implications pour la production de citoyenneté

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v24i3.e14224

Mots-clés :

Psychologie, formation, colonialité, citoyenneté, antiracisme

Résumé

En partant de nos positions académiques et de nos expériences suivies à travers la recherche intitulée "Production de la citoyenneté dans le domaine de la politique d’assistance sociale", nous proposons de réfléchir à la production de connaissances dans le domaine de la formation en psychologie, ainsi qu’à ses implications pour l'exercice d'une citoyenneté alliée à l’éthique antiraciste et à la confrontation des logiques coloniales. Nous tissons des discussions qui nous offrent des compréhensions sur les logiques coloniales de l'université, à partir de l'enregistrement de journaux de terrain produits dans le cadre de la recherche, en cherchant à souligner la nécessité pour nos productions d'être ancrées dans une perspective locale, car il n'y a pas de transformation sociale possible, dans le sens de l'exercice effectif de la citoyenneté, de la justice et de l'égalité sociale, sans un engagement dans la lutte contre les politiques de domination en cours – comme le racisme, dans notre pays. Enfin, nous soulignons la nécessité d'apprendre des enseignements de ceux qui résistent et luttent quotidiennement contre la violence d'un projet de monde moderne colonial, en proposant des pistes pour l'exercice d'une psychologie engagée dans la transformation sociale.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Gabriela da Cruz Miranda, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicóloga, residente multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade (GHC). Coletivo bell hooks.

Diângeli Strada de Almeida, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicólogue e dançaterapeuta transpessoal com atuação em clínica particular, agitador cultural e integrante do Coletivo Fluir, primeiro coletivo político apartidário LGBTQIA+ de Garopaba-SC. Coletivo bell hooks.

Bárbara Magnani Rodrigues, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicóloga, trabalhadora da Rede Socioassistencial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Coletivo bell hooks.

Luciana Rodrigues, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Professora Doutora do Departamento de Psicologia Social e Institucional e docente do PPGPSI, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Coletivo bell hooks: formação e políticas do cuidado. 

Références

Anzaldúa, G. (2019). Falando em línguas: Uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. In A. Pedrosa, A. Carneiro, & A. Mesquita (Orgs.), Histórias das mulheres, histórias feministas (Vol. 2, pp. 85-94). MASP.

Azerêdo, S. M. D. M. (2002). O político, o público e a alteridade como desafios para a psicologia. Psicologia: Ciência e Profissão, 22(4), 14-23.

Barcellos, J. R. S. (2020). Formação em Psicologia e a Educação das Relações Raciais: Um estudo sobre os currículos de graduação em Psicologia em Porto Alegre e Região Metropolitana. In H. C. Nardi, R. S. da Silveira, L. Guedes, & L. Rodrigues (Orgs.), Psicologia e relações raciais: Um percurso em construção. ABRAPSO.

Battistelli, B. M., & Rodrigues, L. (2021). Contar histórias desde aqui: por uma sala de aula feminista e amefricana. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, 23(1), 153–173. http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/4067

Bello, E. (2015). O pensamento descolonial e o modelo de cidadania do novo constitucionalismo latino-americano. Revista de Estudos Constitucionais, Hermenêutica e Teoria do Direito (RECHTD), 7(1), 49-61.

Bento, M. A. S. (2002). Branqueamento e Branquitude no Brasil. In I. Carone, & M. A. S. Bento (Orgs.), Psicologia social do racismo - Estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Vozes.

Cardoso, C. L. (2018). A branquitude acadêmica, a invisibilização da produção científica negra e o objetivo-fim. In L. Góes (Org.), 130 anos de (des)ilusão: A farsa abolicionista em perspectiva desde olhares marginalizados (pp. 295-311). Editora D’Plácido.

Carneiro, S. (2011). Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. Selo Negro.

Conselho Federal de Psicologia. (2018). Ano da formação em psicologia: Revisão das diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em psicologia. Conselho Federal de Psicologia, Associação Brasileira de Ensino de Psicologia, Federação Nacional dos Psicólogos.

Conselho Federal de Psicologia. (2017). Relações Raciais: Referências Técnicas para atuação de psicólogas/os. Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia, Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas.

Conselho Federal de Psicologia. (2019). Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) para a atuação de psicólogas(os) com povos tradicionais. Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia e Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas.

Conselho Federal de Psicologia. (2022). Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) junto aos povos indígenas. Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia, Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas.

Dias, A. C., Alves, S. M. S., & do Amaral, L. D. P. (2019). A contribuição do pensamento decolonial na afirmação da cidadania. Humanidades & Inovação, 6(7), 110-118.

Gonzalez, L. (1988). A Categoria Político-Cultural de Amefricanidade. Revista Tempo Brasileiro, (92/93), 69-82.

Gonzalez, L. (2019). Primavera para as rosas negras: Lélia Gonzalez em primeira pessoa (pp. 345 – 362). Editora Filhos da África.

Grosfoguel, R. (2012). Descolonizar as esquerdas ocidentalizadas: Para além das esquerdas eurocêntricas rumo a uma esquerda transmoderna descolonial. Contemporânea, 2(2), 337-362.

Grosfoguel, R. (2016). A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: Racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, 31(1), 25-49.

Hooks, B. (2017). Ensinando a Transgredir: A educação como prática de liberdade (2a ed., M. B. Cipolla, Trad.). WMF Martins Fontes.

Hooks, B. (2019). Erguer a voz: Pensar como feminista, pensar como negra (C. B. Maringolo, Trad.). Elefante.

Hooks, B. (2020). Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática (B. Libânio, Trad.). Elefante.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2010). XII censo demográfico. Ministério da Economia.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2011). Retrato das desigualdades de gênero e raça (4a ed.). IPEA.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2019). Atlas da violência. IPEA.

Jesus, J. G. (2015). Lições para uma psicologia das oprimidas. In A. F. de Lima, D. C. Antunes, & M. G. A. Calegare (Orgs), A Psicologia Social e os atuais desafios ético-políticos no Brasil (pp. 208-217). ABRAPSO.

Lorde, A. (2019). Irmã outsider: Ensaios e Conferências (pp. 137-142). Autêntica Editora.

Meneses, M. P. (2018). Colonialismo como violência: a “missão civilizadora” de Portugal em Moçambique. Revista Crítica de Ciências Sociais, (n. especial), 115-140.

Menezes, J. A., Lins, S. S., & Sampaio, J. V. (2019). Provocações pós-coloniais à formação em psicologia. Psicologia & Sociedade, 31, 1-9. https://doi.org/10.1590/1807-0310/2019v31191231

Merhy, E. E. (2012). Saúde e Direitos: Tensões de um SUS em disputa, molecularidades. Saúde e Sociedade, 21(2), 267-279.

Merhy, E. E. (2013). O cuidado é um acontecimento e não um ato. In T. B Franco, & E. E. Merhy, Trabalho, produção do cuidado e subjetividade em saúde (pp. 172-182). Hucitec Editora.

Messeder, S. A. (2020). A pesquisadora encarnada: uma trajetória decolonial na construção do saber científico blasfêmico. In H. B. Holanda (Org.), Pensamentos feministas hoje: Perspectivas decoloniais. Bazar do Tempo.

Mignolo, W. D. (2017). Colonialidade: O lado escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 32(94), 1-18.

Ministério de Desenvolvimento Social. (2018). SUAS sem racismo: Promoção da igualdade racial no Sistema Único de Assistência Social. MDS.

Mombaça, Jota. (2021). Não vão nos matar agora. Cobogó.

Munanga, K. (2017). As ambiguidades do racismo à brasileira. In N. M. Kon, C. C. Abud, & M. L. Silva (Orgs.), O racismo e o negro no Brasil: Questões para psicanálise (pp. 33-44). Perspectivas.

Nascimento, A. (2016). O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado (Cap. 5, pp. 1-10). Perspectiva. https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/54629

Nascimento, W. F. do. (2020). Das filosofias vagabundas. In L. A. Simas, L. Rufino, & R. Haddock-Lobo (Eds.), Arruaças: Uma filosofia popular brasileira (Prefácio). Bazar do Tempo.

Pichardo, O. C. (2014). Hacia la construcción de un feminismo descolonizado. In Y. E. Miñoso, D. G. Correal, & K. O. Muñoz (Eds.), Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemología y apuestas descoloniales en Abya Yala (pp. 325-334). Editorial Universidad del Cauca.

Restrepo, E., & Rojas, A. (2010). Inflexión decolonial: Fuentes, conceptos y cuestionamientos (pp. 13-40). Editorial Universidad del Cauca.

Rodrigues, L., & Battistelli, B. M. (2021). Pela produção de um cuidado antirracista: Problematizando práticas, construindo percursos decoloniais. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), 13(37), 390-409. https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/1249

Rufino, L. (2019). Pedagogia das encruzilhadas (pp.115-126). Mórula Editorial.

Rufino, L. (2020). Seu Zé Pelintra para prefeito. In: L. A. Simas, L. Rufino, & R. Haddock-Lobo (Eds.), Arruaças: Uma filosofia popular brasileira. (pp. 85-116). Bazar do Tempo.

Santos, M. (2007). O espaço do cidadão. EDUSP.

Simas, L. A., & Rufino, L. (2020). Encantamento: Sobre política da vida. Mórula Editorial.

Simas, L. A., Rufino, L., & Haddock-Lobo, R. (2020). Arruaças: uma filosofia popular brasileira. Bazar do Tempo.

Publié-e

2024-10-16

Comment citer

Miranda, G. da C., Almeida, D. S. de, Rodrigues, B. M., & Rodrigues, L. (2024). Lutte contre des logiques coloniales dans la formation en Psychologie: Implications pour la production de citoyenneté . Revista Subjetividades, 24(3), 1–12. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v24i3.e14224

Numéro

Rubrique

Relatos de Pesquisa