Diabetes mellitus tipo 1 bajo la mirada de adolescentes en tratamiento en las unidades de endocrinología de un hospital de referencia en el sur de Brasil

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e14935

Palabras clave:

adolescencia, diabetes mellitus, enfermedades crónicas, psicoanálisis

Resumen

La diabetes mellitus tipo 1 es una enfermedad crónica que se manifiesta con frecuencia durante la adolescencia. La convivencia con una enfermedad crónica en una etapa caracterizada por transformaciones multidimensionales, como es el caso de la adolescencia, ha sido asociada a la intensificación del sufrimiento psíquico y de los conflictos propios de este período. De este modo, el presente estudio se propone comprender la percepción que tienen los adolescentes diagnosticados con diabetes mellitus tipo 1 acerca de su enfermedad. Para ello, se realizó una investigación cualitativa, exploratoria y descriptiva. Participaron en este estudio catorce adolescentes, con edades entre 12 y 17 años, en tratamiento ambulatorio en las unidades de endocrinología de un hospital de referencia en el sur de Brasil. Como instrumentos de recolección de datos, se aplicaron un cuestionario sociodemográfico y una guía de entrevista semiestructurada. Las entrevistas fueron grabadas y transcritas en su totalidad para el análisis del material. Para el tratamiento de los datos se utilizó la Clasificación Jerárquica Descendente (CJD), proporcionada por el software IRaMuTeQ® (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), la cual organiza el texto en clases de palabras asociadas por significancia estadística. El material fue interpretado con base en el Análisis Categorial Temático y en el marco teórico del psicoanálisis, a partir de los cuales se establecieron seis categorías temáticas: 1) Ser normal y ser diferente, que aborda los impactos en la construcción de la identidad y en la inserción en los grupos; 2) Afrontando el control externo, que aborda los efectos del control parental; 3) La aceptación de la enfermedad y el desarrollo del autocuidado, que aborda el proceso de adaptación a la rutina de cuidados con la diabetes; 4) Variación de la glucemia y su relación con lo emocional, que aborda la influencia de los factores emocionales en la variación glucémica; 5) El proceso de separación de los padres y el desarrollo de la autonomía, que aborda la transferencia de la responsabilidad del cuidado de los padres hacia los adolescentes; y 6) Estilo de vida más saludable después de la diabetes, que aborda los cambios en el estilo de vida tras el diagnóstico. Se concluye que la enfermedad afecta la manera en que la adolescencia es vivida, acentuando las dificultades propias de esta etapa. No obstante, el impacto de la enfermedad puede minimizarse cuando el adolescente y su familia se posicionan como participantes activos en el tratamiento y manejo de la enfermedad.

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Biografía del autor/a

Larissa Rossi Silva, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Experiência na área de políticas públicas, tendo atuado como estagiária no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e no Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) da cidade de Ibiporã-PR.

Pricila Paveukiewicz , Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (2009). Especialização lato sensu em Psicologia Clínica - Abordagem Psicanalítica pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2014). Possui título de Master of Arts in Psychoanalytic Studies pela Birkbeck, University of London (2022). Experiência na área de Psicologia, Psicologia Hospitalar e Psicologia Clínica. Trabalha atualmente como psicóloga no Ambulatório da Unidade de Endocrinologia Pediátrica do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, em atendimento a crianças e adolescentes da unidade.. 

Camila Cardoso Rauen, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2002), pós-graduada pelo Instituto de Psicologia da USP (2004) em Tratamento e Escolarização de Crianças com Distúrbios Globais do Desenvolvimento, pós-graduada em Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica (2020) pelo Instituto de Psicologia Sapiens. Mestre e doutoranda em Promoção da Saúde na Infância e Adolescência/ HC- UFPR. Experiência profissional, em consultório e serviço público, nas áreas da saúde e educação, voltada principalmente para as questões psíquicas da infância e adolescência. Atualmente integra equipe de psicólogos do CHC -UFPR, atuando no ambulatório de Psiquiatria da Infância e Adolescência e Neuropediatria e na preceptoria na Residência Multiprofissional do Programa de Atenção Hospitalar em Saúde da Criança e do Adolescente.

Gustavo Manoel Schier Dória , Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Graduado em Medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná (1985), Doutorado no Programa de Pós-Graduação da Saúde da Criança e do Adolescente no Departamento de Pediatria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2011, com o título da tese "Avaliação dos Transtornos Psiquiátricos em Adolescentes em Conflito com a Lei" e mestrado em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP) em 1999.

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Publicado

2025-11-30

Cómo citar

Silva, L. R., Paveukiewicz , P., Rauen, C. C., & Dória , G. M. S. (2025). Diabetes mellitus tipo 1 bajo la mirada de adolescentes en tratamiento en las unidades de endocrinología de un hospital de referencia en el sur de Brasil. Revista Subjetividades, 25(2), 1–12. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e14935

Número

Sección

Relatos de Pesquisa