Litoral de Agua Viva: El Concepto Lacaniano de Letra a partir de la Literatura
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e12812Palabras clave:
psicoanálisis, Lacan, letra, Clarice Lispector, gozoResumen
Este artículo objetivó discutir la escrita como tachadura que hace marca en el cuerpo del sujeto a partir de la obra literaria clariceana Agua Viva. Nuestra propuesta fue articular la letra y la escrita en las perspectivas del agujero en el saber y también como productores de efecto de gozo, usando Agua Viva como interlocución de esta escrita que es litoral. Para tanto, discurrimos sobre el concepto psicoanalítico de letra en Lacan siguiendo la lógica significante, que no se limita a las clasificaciones, pero resbala en su sentido. La obra clariceana servirá de guía para este “entendimiento de cuerpo entero”. Problematizamos, para una mejor comprensión, los conceptos de Saber y Gozo al relacionarlos a la obra literaria, enfocando convergencias y posibles similitudes entre la teoría psicoanalítica y la literatura. El “anti-libro” clariceano Agua Viva puede guiar la comprensión de la Letra en la medida en que huye de las clasificaciones de género literario y termina por poder definir su ficción, su verdad no-toda. Así haciendo borde entre el furo en el saber y provocando efecto de gozo en su tachadura.
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