Litoral de Água Viva: The Lacanian concept of Letter from literature
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e12812Keywords:
Psychoanalysis, Lacan, Clarice Lispector, enjoymentAbstract
This article discussed writing as an erasure that leaves a mark on the subject's body, based on Clarice's literary work Água Viva. We proposed to articulate the letter and writing from the perspectives of the hole in knowledge and likewise as producers of the effect of enjoyment, using the work Água Viva as an interlocution of this writing that is coastal. For that, we discuss the psychoanalytic concept of letters in Lacan, following the signifying logic, which is not limited to classifications but slides in its meaning. Clarice's work will serve as a guide for this “full-body understanding.” For a better understanding, we problematize the concepts of knowledge and enjoyment by relating them to literary works, highlighting convergences and possible similarities between psychoanalytic theory and literature. Claretian “anti-book” Água Viva can guide the understanding of the letter to the extent that it escapes the classifications of literary genre and ends up being able to define its fiction, its not-all truth. Thus, creating a border between the hole in knowledge and causing an effect of enjoyment in its erasure.
Downloads
References
Andrade, C. (2016). Lacan Chinês: Poesia, ideograma e caligrafia chinesa de uma Psicanálise. EDUFAL.
Andrade, C. D. (2014). Discurso de primavera e algumas sombras (pp. 71-72). Companhia das Letras.
Azevedo, A. M. V. (2007). As bordas da letra: Questões de escrita na psicanálise e na literatura. In A. Costa, & D. Rinaldi (Orgs.), Escrita e Psicanálise (pp. 37-53). Cia de Freud.
Barthes, R. (2015). O Prazer do Texto (6ª ed., J. Guinsburg Trad.). Perspectiva.
Boeno, N. de S. (2017). Água Viva, de Clarice Lispector: Crítica textual, escritura entrelinear, palavra objetivada. Revista da ABRALIN, 16(2), 387-414. https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/477
Branco, L. C. (2011). Chão de letras: As literaturas e a experiência da escrita. Editora UFMG.
Branco, L. C. (2017). 40 anos de Macabéa, a menor mulher do mundo. Fólio: Revista de Letras, 9(2), 91-101.
Freud, S. (1996). Sobre a psicopatologia da vida cotidiana (Vol. 6, J. Salomão Trad.). Imago. (Original publicado em 1901).
Freud, S. (1996). Além do princípio de prazer (Vol. 18, J. Strachey). Imago. (Trabalho original publicado em 1920).
Lacan, J. (1956-1957/1995). O seminário, livro 4: A relação de objeto (D. D. Estrada Trad.). Jorge Zahar. (Apresentação oral no Seminário original realizado em 1956-57).
Lacan. J. (1998). Escritos (Cap. 1, pp. 13-69). Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1957).
Lacan. J. (2008). O Seminário, livro 20: Mais, Ainda. Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1973).
Lacan. J. (2009). O Seminário, livro 18: De um discurso que não fosse semblante. Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1971).
Lacan. J. (2012). O Seminário, livro 19: … ou pior. Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1972).
Lispector, C. (1998). Água viva. Rocco.
Mandil, R. (2003). Os efeitos da letra: Lacan leitor de Joyce. Contra Capa Livraria.
Marcos, C. M. (2013). A escrita da voz em Clarice Lispector: Água Viva. Revista Graphos, 15(2), 09-22. https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/graphos/article/view/16554
Roncador, S. (1996). Autobiográfo como toureiro: Uma leitura de água viva de Clarice Lispector. Cerrados, (5), 37-44.
Valle, A. M. (2007). Beirar o impossível: A escrita de Clarice Lispector e o real. In A. Costa, & D. Rinaldi (Eds.), Escrita e Psicanálise (pp. 121-128). Cia de Freud.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Eva Maria Lins Silva, Edilene Freire de Queiroz

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Para autores: Cada manuscrito deverá ser acompanhado de uma “Carta de submissão” assinada, onde os autores deverão declarar que o trabalho é original e inédito, se responsabilizarão pelos aspectos éticos do trabalho, assim como por sua autoria, assegurando que o material não está tramitando ou foi enviado a outro periódico ou qualquer outro tipo de publicação.
Quando da aprovação do texto, os autores mantêm os direitos autorais do trabalho e concedem à Revista Subjetividades o direito de primeira publicação do trabalho sob uma licença Creative Commons de Atribuição (CC-BY), a qual permite que o trabalho seja compartilhado e adaptado com o reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores têm a possibilidade de firmar acordos contratuais adicionais e separados para a distribuição não exclusiva da versão publicada na Revista Subjetividades (por exemplo, publicá-la em um repositório institucional ou publicá-la em um livro), com o reconhecimento de sua publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores concedem, ainda, à Revista Subjetividades uma licença não exclusiva para usar o trabalho da seguinte maneira: (1) vender e/ou distribuir o trabalho em cópias impressas ou em formato eletrônico; (2) distribuir partes ou o trabalho como um todo com o objetivo de promover a revista por meio da internet e outras mídias digitais e; (3) gravar e reproduzir o trabalho em qualquer formato, incluindo mídia digital.
Para leitores: Todo o conteúdo da Revista Subjetividades está registrado sob uma licença Creative Commons Atribuição (CC-BY) que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim) seu conteúdo, desde que seja reconhecida a autoria do trabalho e que esse foi originalmente publicado na Revista Subjetividades.















