La pandémie de la COVID-19, les fake news et le lien social des cybermasses
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e17221Mots-clés :
psychanalyse, COVID-19, pandémie, fake news, cibermassesRésumé
Dans une fake news sur l’ampleur de la pandémie de COVID-19, une utilisatrice de Twitter « (@Thacloroquina) », en mai 2020, s’est identifiée comme « catholique, conservatrice, anti-gauche et robot de Bolsonaro avec un CPF ». « Robot avec CPF » semble être la symbolisation sans équivoque d’un phénomène qui marque la contemporanéité : l’aliénation subjective au lien social médiatisé dans les cyberterritoires des réseaux sociaux, dynamisés par fake news. Cet article retrace le parcours et les principales observations d’une recherche visant à examiner l’économie du phénomène des fausses nouvelles, en dévoilant des marques de la subjectivation et de l’intersubjectivation dans la digitalité. L’hypothèse est que, dans le contexte de l’ère « post-factuelle », les fake news constituent des facteurs de lien social, configurant ce que l’on appelle des « cyber masses », actualisant, au XXIe siècle, un fait d’une vaste pagination historique. Comme corpus d’étude, 62 (soixante-deux) enquêtes sur des fausses nouvelles concernant la pandémie du nouveau coronavirus, menées par le « Projeto Comprova », une initiative de journalisme collaboratif qui enquête sur des contenus « faux » ou « trompeurs » devenus viraux sur les réseaux sociaux, ont été sélectionnées. Les analyses se sont appuyées sur le cadre théorique de la psychanalyse, en particulier sur les « textes sociaux » de Sigmund Freud, ainsi que sur la littérature en sciences de la communication.
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