Cartographier la jeunesse à l'université : santé mentale, actions collectives et le commun

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DOI :

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14958

Mots-clés :

jeunesse, santé mentale, actions collectives

Résumé

Dans le champ universitaire traversé par la logique néolibérale, les jeunes vivent une réalité marquée par des relations de concurrence et de compétitivité, le productivisme académique, la fragilisation des liens et l’idéal de devenir entrepreneur de soi-même. Dans ce contexte, les recherches et les données concernant la souffrance psychique des étudiants universitaires ont augmenté ces dernières années. Cet article présente un rapport de recherche-intervention fondé sur un parcours méthodologique cartographique, dans lequel des rencontres avec des jeunes à l’université ont permis de produire des indices/scènes rendant possibles des réflexions articulant jeunesse, modes de subjectivation et néolibéralisme, afin de penser le commun comme principe politique. Les indices, pris comme des scènes, discutent des élargissements de la notion de santé mentale, en soulignant l’importance de la coexistence durant la période de formation, dans la mesure où l’expérience universitaire peut favoriser de nouvelles rencontres dont les affects produisent d’autres contours à cette expérience. Il s’agit ainsi de penser la santé mentale au-delà de l’éducation à la santé mentale ou des services clinico-thérapeutiques individuels, à partir des indices/scènes construits avec la jeunesse, en soutenant une discussion capable de mobiliser le concept du commun. En ce sens, l’importance des actions collectives dans l’espace universitaire est mise en évidence, celles-ci pouvant produire des torsions dans des notions profondément ancrées de responsabilisation et de culpabilisation individuelles liées au succès ou à l’échec, ainsi que dans l’idée d’une santé mentale devant être constamment optimisée. Dans cette perspective, il devient possible de penser le commun comme principe politique, en déprivatisant et recollectivisant la souffrance.

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Bibliographies de l'auteur-e

Isabela Cristina Lemos , Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil

Graduação em Psicologia pela UNISC. Mestranda em Psicologia na UNISC.

Letícia Lorenzoni Lasta, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil

Graduação em Psicologia pelo Centro Universitário Franciscano (UNIFRA-2004), Pós-Graduação em Saúde da Família pelo Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão/ Faculdade Internacional de Curitiba (IBPEX/FACINTER-2005), Mestrado em Educação pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC-2009), Doutorado em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS-2015). Vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Saúde (GEPS/UNISC). Atualmente, é Professora Adjunta do Departamento das Ciências da Saúde e do Mestrado em Psicologia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

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Publié-e

2025-12-05

Comment citer

Lemos , I. C., & Lasta, L. L. (2025). Cartographier la jeunesse à l’université : santé mentale, actions collectives et le commun. Revista Subjetividades, 25(3), 1–13. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14958

Numéro

Rubrique

Relatos de Pesquisa