Médicalisation, discours transhumanistes et leurs revendications dans le capitalisme : Une revue de la littérature
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14927Mots-clés :
médicamentalisation, transhumanisme, discours capitalisteRésumé
Cet article vise à interroger le processus de médicalisation en santé mentale à partir d’une recherche exploratoire et descriptive, qui a cherché à répondre à une question portant sur la relation entre la médicalisation et le transhumanisme produit à l’époque contemporaine, supposément sous l’effet du discours capitaliste. L’étude a été construite à partir d’une revue narrative de la littérature sur le paradigme transhumaniste, les idéaux capitalistes contemporains et la psychopharmacologie. On observe que l'essor du rôle de la psychopharmacologie comme traitement principal en santé mentale suggère une relation avec le discours transhumaniste dans le contexte des demandes de la société capitaliste. Cette approche a permis d'élaborer des analyses des psychopharmaceutiques en tant qu’outils technologiques permettant d’atteindre l’idéal transhumain machinique. De plus, le travail d’analyse critique des articles inclus dans la méthode a mis en évidence, à titre d’exemple, le concept de médecine réalisant les souhaits (wish-fulfilling medicine). Par conséquent, on présente et discute cette pratique qui articule la notion d’individu transhumain avec les pratiques cliniques qui offrent la satisfaction des aspirations d’« amélioration » des corps, selon un supposé désir idéalisé dans la culture.
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© Roberto Henrique Amorim de Medeiros, Vladimir Frediani Jardim 2025

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