Le Potentiel Thérapeutique du Holding dans la Méthode Bick d’Observation
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14845Mots-clés :
holding, Méthode Bick d’Observation, potentiel thérapeutiqueRésumé
Le présent article a pour objectif de discuter la fonction de holding de l’observateur, qui se met en place à partir de la Méthode Bick d’Observation. Ainsi, on cherche à comprendre le holding dans le domaine de l’observation, à partir d’extraits de quatre récits d’observation de la relation mère-bébé issus d’une recherche à laquelle ont participé neuf bébés et leurs familles. Les observations ont suivi les procédures recommandées par la méthode Bick d’observation, appliquée en tenant compte des trois temps suivants : l’observation proprement dite, réalisée chaque semaine, le même jour et à la même heure ; le compte rendu de l’observation, rédigé de manière descriptive et impliquée ; et le séminaire de supervision, au cours duquel les comptes rendus d’observation sont lus et discutés. Comme matériaux de recherche, ont été pris en compte les récits des observations et les notes prises lors des séminaires de supervision. Quant aux résultats, il convient de souligner le potentiel thérapeutique de la méthode d’observation Bick, dans la mesure où l’observateur, grâce à son écoute sensible et à sa posture empathique, offre un soutien aux familles dans les moments d’angoisse et de désarroi. De plus, il apparaît que les premières phases de l’enfance constituent un terrain fertile pour l’étude des éléments et des indicateurs de santé mentale, ce qui peut contribuer à une approche préventive, dans la mesure où cela permet d’identifier précocement les risques pour un développement sain.
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