D’où s’Interroge la Vérité ? Perspectives de la Psychanalyse Lacanienne
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14605Mots-clés :
discours de l'analyste, langage, psychanalyse, semblant, véritéRésumé
Cet article s’organise autour de ce que Lacan présente dans le Séminaire, livre 18 – D’un discours qui ne serait pas semblant : d’où la vérité est-elle interrogée ?. À partir d’une proposition méthodologique de revue de la littérature, nous nous sommes appuyés sur le parcours lacanien autour de la notion de vérité dans son enseignement, ce qui nous a conduits à cette interrogation. Pour cela, nous avons retenu comme ligne directrice la reconnaissance de deux paradigmes principaux : le paradigme anthropologique et le paradigme linguistique structural, présents dans les années 1950 et 1960, ainsi que le paradigme logico-mathématique, mis en avant dans les années 1970. De 1950 à 1960, la vérité se lie à la négativité du mouvement du désir ; en revanche, dans les années 70, elle devient, d’une part, un lieu au sein de la structure discursive et, d’autre part, un mi-dire, dont le modèle est celui de l’énigme. Dans cette démarche, nous avons identifié que Lacan situe la vérité comme un problème de langage, en mettant au centre la dimension de l’énonciation portée par le semblant. Ainsi, l’idée d’un discours qui ne serait pas du semblant apparaît comme une clé de lecture pour interroger la vérité.
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