Reginaldo est rentré chez lui: Contributions de la psychanalyse à la lutte pour la désinstitutionnalisation
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v24i3.e14104Mots-clés :
Psychanalyse , santé mentale , hôpital général , schizophrénie , mouvement de désinstitutionnalisationRésumé
La présente étude résulte de la prise en charge clinique d'un patient hospitalisé dans un établissement public spécialisé dans les troubles cardiaques, situé à Rio de Janeiro. Le patient en question souffrait d'une grave maladie cardiaque, nécessitant une hospitalisation après un épisode d'infarctus aigu du myocarde (IAM). En plus de cette condition, Reginaldo avait reçu un diagnostic de schizophrénie, sans bénéficier d'un suivi par le réseau de santé mentale. Nous aborderons les tentatives d'intégration du patient dans ce réseau, malgré la résistance persistante rencontrée de la part de son principal proche (la mère) et des professionnels de l'hôpital, qui ont insisté sur le fait que l'hospitalisation dans un établissement de longue durée serait la seule option viable. La méthodologie utilisée comprendra des études bibliographiques, lesquelles contribueront à l'élaboration des questions cliniques soulevées par le cas présenté. L'une des auteures faisait partie de l'établissement où le patient était hospitalisé et agissait directement dans le cas. D'autre part, les autres auteures ont contribué à la supervision des soins et à l'approfondissement théorique des discussions cliniques développés dans l'article. Notre objectif est de démontrer comment les interventions psychanalytiques peuvent contribuer à la prise en charge de son traitement. Une tentative de mobilisation du réseau de santé mentale a été entreprise afin de soutenir son désir de rentrer chez lui, plutôt que d'être orienté vers un dispositif d'asile, ce qui aurait constitué un recul par rapport aux avancées réalisées depuis la dernière réforme psychiatrique brésilienne.
Téléchargements
Références
Alarcon, S., Belmonte, P., & Jorge, M. (2012). O Campo de atenção ao Dependente Químico. In S. Alarcon, & M. A. Soares (Orgs.), Álcool e outras drogas: Diálogos sobre um mal-estar contemporâneo. Fiocruz.
Barbon, J. (2023, 7 de janeiro). Governo Lula quer retomar reforma psiquiátrica e fechar ‘últimos hospícios’. Folha de São Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2023/01/governo-lula-quer-retomar-reforma-psiquiatrica-e-fechar-ultimos-hospicios.shtml?origin=folha
Bastos, A. D. de A. (2019). “Agenda da Psicose”: Teoria, clínica e política em um CAPSad [Tese de Doutorado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ. https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/14542
Bastos, A. D. de A., & Alberti, S. (2018). Crack! A redução de danos parou, ou foi a pulsão de morte? Psicologia USP, 29(2), 212-225. http://dx.doi.org/10.1590/0103-656420170100
Bastos, A. D. de A., & Alberti, S. (2021). Do paradigma psicossocial à moral religiosa: Questões éticas em saúde mental. Ciência & Saúde Coletiva, 26(1), 285-295. https://doi.org/10.1590/1413-81232020261.25732018
Beteille, I. M. (2019). “Que tal se os loucos tiverem razão?”: Um olhar psicanalítico sobre o messianismo [Tese de doutorado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ. http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17700
Bleuler, E. (1950). Dementia praecox or the group of schizophrenias. International Universities Press.
Couto, R., & Alberti, S. (2008). Contribuição ao debate entre a psicanálise e a atual reforma psiquiátrica brasileira. Mental, 6(11), 15-33. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272008000200002
Conselho Federal de Psicologia. (2011). Relatório da 4a Inspeção Nacional de Direitos Humanos: Locais de internação para usuários de drogas (2a ed.) Comissão Nacional de Direitos Humanos.
Conselho Federal de Psicologia. (2018). Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.
Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. (2016). Dossiê: Relatório de Inspeção de Comunidades Terapêuticas e Clínicas para Usuárias (os) de Drogas no Estado de São Paulo: Mapeamento das Violações de Direitos Humanos. CRP-SP.
Freud, S. (1911/1991). Obras Completas. Vol. XII (pp. 1-76). Amorrortu.
Freud, S. (1940/1975). Obras Completas. Vol. XXIII (pp. 133-209). Amorrortu.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2017). Nota Técnica n. 21: Perfil das comunidades terapêuticas brasileiras. Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia.
Kraepelin, E. (1988). Introducciòn a la clìnica psiquiàtrica. Saturnino Callejero Fernàndez.
Lacan, J. (1985). O Seminário, livro 3: As psicoses. Jorge Zahar.
Lacan, J. (1960/1998). Escritos (pp. 807-842). Jorge Zahar.
Lei n ° 8.080, de 19 de setembro de 1990. (1990, 20 de setembro). Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm
Lei n° 10.2016, de 6 de abril de 2001. (2001, 9 de abril). Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10216.htm
Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006. (2006, 24 de agosto). Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm
Ministério da Saúde. (2003). A Política do Ministério da Saúde para a atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. Secretaria Executiva. Coordenação Nacional de DST/Aids
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. (2022, 31 de outubro). Ministério da Cidadania lança edital para o financiamento de projetos de hospitais psiquiátricos. Portal Gov. Br. https://www.gov.br/cidadania/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/ministerio-da-cidadania-lanca-edital-para-o-financiamento-de-projetos-de-hospitais-psiquiatricos
Pereira, T. S. (2023). A psicose no Hospital Geral: Um lugar a ser construído [Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo]. Repositório da Produção USP. https://repositorio.usp.br/item/003165021
Quinet, A (2006). Psicose e Laço Social: Esquizofrenia, Paranoia e Melancolia. Jorge Zahar.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Irene Moura Beteille, Adriana Dias de Assumpção Bastos, Sonia Alberti 2024

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale 4.0 International.
Para autores: Cada manuscrito deverá ser acompanhado de uma “Carta de submissão” assinada, onde os autores deverão declarar que o trabalho é original e inédito, se responsabilizarão pelos aspectos éticos do trabalho, assim como por sua autoria, assegurando que o material não está tramitando ou foi enviado a outro periódico ou qualquer outro tipo de publicação.
Quando da aprovação do texto, os autores mantêm os direitos autorais do trabalho e concedem à Revista Subjetividades o direito de primeira publicação do trabalho sob uma licença Creative Commons de Atribuição (CC-BY), a qual permite que o trabalho seja compartilhado e adaptado com o reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores têm a possibilidade de firmar acordos contratuais adicionais e separados para a distribuição não exclusiva da versão publicada na Revista Subjetividades (por exemplo, publicá-la em um repositório institucional ou publicá-la em um livro), com o reconhecimento de sua publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores concedem, ainda, à Revista Subjetividades uma licença não exclusiva para usar o trabalho da seguinte maneira: (1) vender e/ou distribuir o trabalho em cópias impressas ou em formato eletrônico; (2) distribuir partes ou o trabalho como um todo com o objetivo de promover a revista por meio da internet e outras mídias digitais e; (3) gravar e reproduzir o trabalho em qualquer formato, incluindo mídia digital.
Para leitores: Todo o conteúdo da Revista Subjetividades está registrado sob uma licença Creative Commons Atribuição (CC-BY) que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim) seu conteúdo, desde que seja reconhecida a autoria do trabalho e que esse foi originalmente publicado na Revista Subjetividades.














