Cartografiar es intervenir: Investigación-intervención en el acogimiento institucional de familias

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e17230

Palabras clave:

políticas públicas, acogimiento institucional de familias, investigación-intervención, cartografía

Resumen

El presente artículo tiene como propósito presentar los resultados de una investigación-intervención cartográfica desarrollada en el marco de un doctorado en Psicología, financiado por CAPES, cuyo objetivo fue analizar los procesos de subjetivación de familias en situación de acogimiento institucional en una unidad del municipio estudiado. Mediante el análisis de las relaciones entre pobreza, urbanización y vivienda en Brasil, así como de sus implicaciones para los grupos sociales en situación de vulnerabilidad, fue posible comprender la inserción de este dispositivo en el municipio y en la configuración de las políticas sociales brasileñas, especialmente en relación con familias con trayectorias de vida en situación de calle, principal — aunque no único — público atendido por el equipamiento estudiado. Se trata de una investigación cualitativa cuyo método fue la cartografía. La producción de los datos se realizó mediante visitas a la unidad, entrevistas semiestructuradas con el equipo técnico y con las Referencias Familiares (RF), así como a través de la elaboración de un diario de campo. Según los hallazgos de la investigación, el acogimiento institucional de familias constituye un territorio híbrido en el que se (re)actualizan distintas lógicas: por un lado, lógicas de aislamiento y exclusión, expresadas en la escasa articulación intersectorial con algunas políticas sociales; por otro, lógicas orientadas a garantizar el acceso a derechos fundamentales, como la alimentación, la salud y la vivienda temporal. En la vida cotidiana del acogimiento se producen y refuerzan numerosas dualidades que, con frecuencia, dificultan la invención de respuestas creativas y singulares entre el equipo y las familias, tales como público-privado, autonomía-dependencia y temporal-permanente. Se concluye que solo la integración entre las diversas políticas públicas en el territorio donde se producen la vida y las relaciones de las familias permite afrontar de manera integral la problemática de la falta de vivienda.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Traducción

Este artículo es una traducción en English del artículo:  Cartografar é Intervir: Pesquisa-Intervenção no Acolhimento Institucional de Famílias

Biografía del autor/a

Bruna Coutinho Silva, Pontificia Universidad Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Psicóloga, posgraduada en Filosofía Contemporánea por la PUC Minas, doctora en Psicología por el Programa de Posgrado en Psicología de la PUC Minas, Belo Horizonte/MG. Analista de Políticas Públicas en la Municipalidad de Belo Horizonte/MG.

Roberta Carvalho Romagnoli, Pontificia Universidad Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Graduada en Psicología por la Universidad Federal de Minas Gerais (1986), Máster en Psicología (Psicología Social) por la Universidad Federal de Minas Gerais (1996), Doctora en Psicología (Psicología Clínica) por la Pontificia Universidad Católica de São Paulo (2003) y Posdoctorada en Análisis Institucional por la Université Cergy-Pontoise, Francia (2011). Actualmente es Profesora Adjunta III de la Pontificia Universidad Católica de Minas Gerais. Tiene experiencia en el área de Psicología Clínica e Institucional, con énfasis en Intervención Terapéutica, desempeñándose principalmente en los siguientes temas: Familias, Intervención Psicosocial, Políticas públicas, Clínica Ampliada, Análisis Institucional y Esquizoanálisis.

Citas

Barros, L. M. R., & Barros, M. E. B. (2013). O problema da análise em pesquisa cartográfica. Fractal: Revista de Psicologia, 25(2), 373-390. https://doi.org/10.1590/S1984-02922013000200010

Campos, R. T. O., & Campos, G. W. S. (2006). Co-construção de autonomia: o sujeito em questão. In G. W. S. Campos, J. R. A. Bonfim, M. C. S. Minayo, M. Akerman, M. Drumond Júnior, & Y. M. Carvalho (Orgs.), Tratado de Saúde Coletiva (pp. 669-688). Hucitec.

Canato, P., & Bichir, R. (2021). Intersetorialidade e redes sociais: A implementação para a população em situação de rua em São Paulo. Revista de Administração Pública, 55(4), 995-1016. https://doi.org/10.1590/0034-761220200688

Carmo, M. E., & Guizardi, F. L. (2017). Desafios da intersetorialidade nas políticas públicas de saúde e assistência social: Uma revisão do estado da arte. Physis, 27(04), 1265-1286. https://doi.org/10.1590/S0103-73312017000400021

Cavalheiro, W. A., Vieira, A. G., & Silveira, E. F. (2022). Habitação de interesse social: Qualidade de vida dos responsáveis por famílias beneficiadas. Psicologia: Ciência e Profissão, 42, 1-16. https://doi.org/10.1590/1982-3703003242612

Cohen, J. J. (2000). A cultura dos monstros. In J. Donald, I. Hunter, J. J. Cohen, & J. Gil, Pedagogia dos monstros: Os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras (T. T. Silva, Trad., pp. 23-60). Autêntica.

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2021). Panorama Social da América Latina 2020.

Couto, V. A., Rocha, R. L. S., Ribeiro, L. M. L., & Silveira, A. M. (2018). Intersetorialidade e ações de combate à violência contra a mulher. Revista Estudos Feministas, 26(2), 1-19. https://doi.org/10.1590/1806-9584-2018v26n245859

Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009. (2009, 24 de dezembro). Institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras providências. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d7053.htm

Decreto nº 8.566, de 14 de maio de 2003. (2003, 14 de maio). Altera a Lei nº 7.597/98, dispõe sobre assentamento de famílias no município e dá outras providências, e cria o Bolsa Moradia. Diário Oficial do Município de Belo Horizonte

Decreto n. 14.850, de 5 de março de 2012. (2012, 05 de março). Altera o Decreto nº 11.375/03, que dispõe sobre o funcionamento do Programa Bolsa Moradia no município de Belo Horizonte. Diário Oficial do Município de Belo Horizonte.

Deleuze, G., & Parnet, C. (1998). Diálogos. Escuta.

Deleuze, G., & Guattari, F. (2011). Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia (vol. 1). Editora 34.

Deleuze, G., & Guattari, F. (2012). Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia (Vol. 3). Editora 34.

Donzelot, J. (1980). A polícia das famílias (M. T. C. Albuquerque, Trad.). Edições Graal. (Trabalho original publicado em 1977).

Ferreira, C. P. S., Rozendo, C., & Melo, G. B. (2016). Consultório na rua em uma capital do nordeste brasileiro: O olhar de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Caderno de Saúde Pública, 32(8), 1-10. https://doi.org/10.1590/0102-311X00070515
Figueiredo, E. B. G., & Sawaia, B. B. (2019). Psicologia Social e o estudo da desigualdade: reflexões para o debate. Psicologia em Revista, 25(2), 659-670. https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2019v25n2p659-670

Fiorati, R. C., Carretta, R. Y. D., Panúncio-Pinto, M. P., Lobato, B. C., & Kebbe, L. M. (2014). População em vulnerabilidade, intersetorialidade e cidadania: Articulando saberes e ações. Saúde e Sociedade, 23(4), 1458-1470. https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000400027

Fonseca, F. S. T. (2022). Pobreza e tomada de decisão financeira: evidências de uma pesquisa em assentamentos rurais no estado de Tocantins. Revista de Economia e Sociologia Rural, 60(spe), 1-20. https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.245649

Foucault, M. (2006). O poder psiquiátrico: curso dado no Collège de France (1973-1974). Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1974)

Foucault, M. (1978). História da loucura na Idade Clássica. Editora Perspectiva.

Gulassa, M. L. C. R. (org.) (2010). Novos rumos do acolhimento institucional. NECA.

Fundação João Pinheiro. (2025). Cartilha: déficit habitacional e inadequação de moradia. https://drive.google.com/file/d/1ITXVvGuAs43gyQAVcwb_Z-P6XKGjtL1o/view

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2024). Síntese de Indicadores Sociais: Uma análise das condições de vida da população brasileira. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102144.pdf

Jesus, C. M. (1960). Quarto de despejo – diário de uma favelada. Francisco Alves.

Lei n. 8.742, de 7 de dezembro de 1993. (1993). Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm

Marques, E. S., Moraes, C. L., Hasselmann, M. H., Deslandes, S. F., & Reichenheim, M. E. (2020). A violência contra mulheres, crianças e adolescentes em tempos de pandemia pela COVID-19: Panorama, motivações e formas e enfrentamento. Cadernos de Saúde Pública, 36(4), 1-6. https://doi.org/10.1590/0102-311X00074420

Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. (2019). É possível Housing First no Brasil? Experiências de moradia para população em situação de rua na Europa e no Brasil. https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/handle/192/8026

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. (2016). Secretaria Nacional de Assistência Social. Fundamentos ético-políticos e rumos teórico-metodológicos para fortalecer o Trabalho Social com Famílias na Política Nacional de Assistência Social. https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/TrabalhoSocialcomFamilias.pdf

Mioto, R. C., & Prá, K. R. (2015). Serviços sociais e responsabilização da família: contradições da política social brasileira. In R. C. Mioto, M. S. Campos, & C. M. Carloto (Orgs.), Familismo, direitos e cidadania: contradições da política social (pp. 147-178). Cortez.

Moraes, P. M., Nunes, R., Horst, C. H. M., & Mioto, R. C. T. (2020). Familismo e política social: Aproximações com as bases da formação sócio-histórica brasileira. Revista de Políticas Públicas, 24(2), 802–818. https://doi.org/10.18764/2178-2865.v24n2p802-818

Monerrat, G. S. & Souza, R. G. (2011). Da seguridade social à intersetorialidade: Reflexões sobre a integração das políticas sociais no Brasil. Revista Katálysis, 14(1), 41-49. https://doi.org/10.1590/S1414-49802011000100005

Nascimento, M. L., Jashar, P. L. R., & Barbosa, M. C. (2018). Proteção e escuta no espaço do conselho tutelar: Relações com a judicialização da vida. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 70(spe), 92-104. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672018000400008&lng=pt&tlng=pt

Paolinelli, M. S., & Gimenez, A. T. (2023). Limites da locação social no Brasil: O caso de Belo Horizonte. Cadernos Metrópole, 25(57), 663-686. https://doi.org/10.1590/2236-9996.2023-5713

Pereira, P. A. (2010). Mudanças estruturais, política social e papel da família: Crítica ao pluralismo de bem-estar. In M. A. Sales, M. C. Matos, & M. C. Leal (orgs.), Política social, família e juventude (6ª ed., pp. 25-42). Cortez.

Peres, G. M., Grigolo, T. M., & Schneider, D. R. (2017). Desafios da intersetorialidade na implementação de programa de prevenção ao uso abusivo de drogas. Psicologia: Ciência e Profissão, 37(4), 869-882. https://doi.org/10.1590/1982-3703003272016

Resolução nº 145, de 15 de outubro de 2004. (2004, 26 de outubro). Aprova a Política Nacional de Assistência Social. Diário Oficial da União.

Resolução n. 109, de 11 de novembro de 2009. (2009, 11 de novembro). Aprova a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Diário Oficial da União.

Romagnoli, R. C. (2014). O conceito de implicação e a pesquisa-intervenção institucionalista. Psicologia & Sociedade, 26(1), 44-52. https://doi.org/10.1590/S0102-71822014000100006

Romagnoli, R. C. (2017). Transversalizando as políticas públicas: Quando a intersetorialidade se torna rizomática. Psicologia em Estudo, 22(3), 421-432. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v22i3.35843

Romagnoli, R. C., & Silva, B. C. (2019a). A inserção do Conselho Tutelar na prática da intersetorialidade. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 12(2), 210-224. http://dx.doi.org/10.36298/gerais2019120203

Romagnoli, R. C., & Silva, B. C. (2019b). O cotidiano da intersetorialidade e as relações entre as equipes. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 19(1), 107-126. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/epp/v19n1/v19n1a07.pdf

Sawaia, B. B. (2009). Psicologia e desigualdade social: Uma reflexão sobre liberdade e transformação social. Psicologia & Sociedade, 21(3), 364–372. https://doi.org/10.1590/S0102-71822009000300010

Scheinvar, S. (2006). A família como dispositivo de privatização do social. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 58(1), 48-57. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/arbp/v58n1/v58n1a06.pdf

Scheinvar, E. (2018). Conselho tutelar não se escreve com maiúscula. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 70(spe), 105-116. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672018000400009&lng=pt&tlng=pt.

Serafino, I., & Luz, L. C. X. (2015). Políticas para a população adulta em situação de rua: Questões para debate. Revista Katálysis, 18(1), 74-85. https://doi.org/10.1590/1414-49802015000100008

Silva, R. B., & Osawa, R. N. T. (2020). Psicologia e a questão do trabalho em rede na política de assistência social no Brasil. Psicoperspectivas, 19(2), 129-141. https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0718-69242020000200129

Souza, S. P., & Bronzo, C. (2020). Os desafios da gestão social na proteção básica em uma metrópole. Serviço Social & Sociedade, 137, 54-73. https://doi.org/10.1590/0101-6628.201

Publicado

2025-12-05

Cómo citar

Silva, B. C., & Romagnoli, R. C. (2025). Cartografiar es intervenir: Investigación-intervención en el acogimiento institucional de familias. Revista Subjetividades, 25(3), 1–14. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e17230

Número

Sección

Dossiê: Intervenções Psicossociais em Contextos de Vulnerabilidade