Las Mujeres y el Amor en la Clínica de las Toxicomanías
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e16995Palabras clave:
psicoanálisis, goce, toxicomanía, mujeres, amorResumen
La toxicomanía puede ser pensada, desde la perspectiva del psicoanálisis, como un recurso frente al malestar suscitado por la castración, en el que el sujeto se lanza a una relación particular con el objeto droga, en la creencia de un reencuentro con el objeto perdido. En esta búsqueda incesante por taponar la falta, el sujeto puede terminar inmerso en lo que Freud conceptualizó como compulsión a la repetición, situándose frente a la pura cultura de la pulsión de muerte o, como sugiere Lacan, frente a la ruptura con el pequeño “pipi”, revelando un corte con el goce fálico. No obstante, nuestra experiencia muestra que, al pensar y abordar esta clínica caso por caso, escuchamos sujetos que también nos aportan otros relatos. En lo que respecta a algunas mujeres, por ejemplo, se verifica que transitan por otros lugares: al buscar su subsistencia en el otro, cuando se enfrentan a la inminencia de la pérdida del objeto amoroso y a la imposibilidad de encubrir lo real mediante la fantasía de completitud, buscada a través del amor, pasan a realizar múltiples concesiones, incluyendo el consumo de drogas y, en ocasiones, la comisión de algunos delitos. En este sentido, el presente artículo tiene como objetivo abordar la relación entre la toxicomanía, las mujeres y los diversos consentimientos que muchas de ellas otorgan a sus parejas para no perder el amor o, más precisamente, para no perderse a sí mismas.
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