Enseñanza Remota y Tonalidades Afectivas: Una Investigación Fenomenológica Hermenéutica con Docentes

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e14354

Palabras clave:

enseñanza remota de emergencia, afecto, COVID-19, profesor universitario, investigación fenomenológica

Resumen

Se trata de una investigación fenomenológica hermenéutica realizada con tres profesores supervisores de prácticas de universidades públicas brasileñas, mediante entrevistas narrativas llevadas a cabo por videoconferencias remotas. El objetivo fue investigar las tonalidades afectivas surgidas de la experiencia de la enseñanza remota en el área de Psicología durante la pandemia de COVID-19, desde una perspectiva heideggeriana. Los testimonios fueron interpretados a partir de la analítica del sentido de Critelli. Los docentes experimentaron inquietud durante las clases remotas debido a la disminución de interlocutores activos, quienes permanecían con cámaras y micrófonos apagados, poco disponibles para el diálogo crítico y el intercambio. Las tonalidades afectivas mencionadas fueron el temor y la angustia, que dieron lugar a una atmósfera de soledad, desamparo, desmotivación y agotamiento. Dichos afectos provocaron un pensamiento meditativo, convocando a los docentes a alejarse de la superficialidad existencial en favor de una enseñanza orientada no solo a la transmisión de conocimientos, sino que promoviera una circularidad centrada en lo sensible, capaz de suscitar una reflexión profunda y el cuestionamiento de los clichés cotidianos. Se concluye que la enseñanza remota fue una alternativa para la continuidad formativa durante la pandemia, aunque dificultó el proceso de enseñanza-aprendizaje de competencias y habilidades del futuro psicólogo. La soledad y el agotamiento predominaron en la enseñanza remota del curso de Psicología. Los docentes se vieron afectados por: disminución del compromiso estudiantil, debilitamiento de los vínculos, aumento de la deserción, precarización del trabajo, ausencia de convivencia y pérdidas en el proceso formativo. Los estudiantes parecían más consumidores que interlocutores, lo que favoreció una atmósfera afectiva marcada por el tedio y la angustia, interfiriendo tanto en el trabajo docente como en la formación. Se sugieren nuevos estudios para investigar los impactos de esta modalidad de enseñanza en la práctica y en la formación de psicólogos, incluyendo sus tonalidades afectivas.

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Biografía del autor/a

Sílvia Raquel Santos de Morais, Universidad Federal del Valle de São Francisco, Petrolina, Pernambuco, Brasil

Psicóloga (UFPE). Magíster (UFRN) y Doctora (UFES) en Psicología. Posdoctoranda en Psicología (UFRN). Profesora de la Universidad Federal del Valle de São Francisco/UNIVASF. Vicecoordinadora del Laboratorio de Prácticas Transdisciplinares en Salud y Educación (LETRANS-UNIVASF) y profesora colaboradora del Programa de Residencia Multiprofesional en Salud Mental/UNIVASF.

Elza Maria do Socorro Dutra, Universidad Federal de Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil

Graduada en Psicología por la Universidad Católica de Pernambuco (1976), Magíster en Psicología Escolar por la Universidad Gama Filho (1982) y Doctora en Psicología Clínica por la Universidad de São Paulo (2001). Actualmente es Profesora Titular de Psicología Clínica Fenomenológica en la Universidad Federal de Rio Grande do Norte y Posdoctorada por la UFF-RJ. Docente-investigadora del PPgPsi, orientadora de Maestría y Doctorado (por más de 20 años) y Coordinadora del Grupo de Estudios Subjetividad y Desarrollo Humano (ESDH/UFRN/CNPq).

Ana Karina Silva Azevedo, Universidad Federal de Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil

Graduada en Psicología por la Universidad Federal de Rio Grande do Norte (2003), Magíster en Psicología por la Universidad Federal de Rio Grande do Norte (2006) y Doctora en Psicología por la Universidad Federal de Rio Grande do Norte (2013). Actualmente es profesora del Departamento de Psicología de la Universidad Federal de Rio Grande do Norte y profesora colaboradora del PPGPSI-UFRN.

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Publicado

2025-11-13

Cómo citar

Morais, S. R. S. de, Dutra, E. M. do S., & Azevedo, A. K. S. (2025). Enseñanza Remota y Tonalidades Afectivas: Una Investigación Fenomenológica Hermenéutica con Docentes. Revista Subjetividades, 25(2), 1–14. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e14354

Número

Sección

Relatos de Pesquisa