Psychoanalytic listening and decolonization in rap circles in Quilombo dos Palmares

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e17229

Keywords:

juvenile justice, race, psychoanalytic listening, Quilombo dos Palmares

Abstract

This paper is related to a master’s research project that investigated the effects of rap circles, understood as an established clinical-political listening device. These circles were held in the territory of Quilombo dos Palmares with adolescents involved in the juvenile justice system in the state of Alagoas, Brazil. Rap circles in juvenile justice settings are an established device developed through research conducted by the Center for Research in Psychoanalysis, Education, and Culture at Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NUPPEC/UFRGS); in the present study, however, the device was characterized by its racialization. We argue that holding the circles within the Quilombo, grounded in an ethical-political position, enabled progress toward the decolonization of psychoanalytic practices in Brazil. From this perspective, we foreground the racializing effect of the device as well as the reclamation of Black culture as a form of intervention and listening to the sociopolitical suffering of Black adolescents in the Brazilian juvenile justice system, thereby fostering a form of aquilombamento.

Downloads

Download data is not yet available.

Translation

This article is a translation in English of the article:  Escuta psicanalítica e decolonização nas rodas de rap no Quilombo dos Palmares

Author Biographies

Jessica Michelle dos Santos Silva, Federal University of Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

Psychologist, psychoanalyst, and researcher. She is a PhD candidate and holds a Master’s degree in Psychoanalysis: Clinic and Culture from the Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS). Her academic and professional career lies at the intersection of psychoanalysis, education, public policy, and clinical practice. She works as a clinical and hospital psychologist and also has experience in Organizational Psychology and People Management. Her practice extends to the field of juvenile justice measures and is consistently grounded in a psychoanalytic framework. During her academic career, she was awarded an undergraduate research scholarship from CNPq in the field of Psychoanalysis and pursued professional development at institutions such as the Alagoas State Council for the Rights of Children and Adolescents (CEDCA-AL) and the Alagoas State Forum for the Prevention and Eradication of Child Labor and Protection of Adolescent Workers (FETIPAT/AL). She is currently a researcher in the Psychoanalysis, Education, Adolescence, and Juvenile Justice research area of the Psychoanalysis, Education, and Culture Research Center (NUPPEC Axis III/UFRGS), which investigates the intersections among psychoanalysis, suffering, and politics.

Roselene Ricachenevsky Gurski, Federal University of Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

Psychologist and psychoanalyst. She holds a Master’s degree in Developmental Psychology from the Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS, 1997) and a PhD in Education from UFRGS (2008). She completed postdoctoral training at the Department of Clinical Psychology at the University of São Paulo (USP) in 2023. She is an Associate Professor in the Department of Psychoanalysis and Psychopathology at the Institute of Psychology, UFRGS, and a permanent faculty member of the Graduate Program in Psychoanalysis: Clinic and Culture at UFRGS. She is also a guest professor in the Clinical Psychology Program at USP.

References

Almeida, S. (2019). Racismo estrutural. Pólen Produção Editorial LTDA.

Almeida, M. (2022). Devir quilomba: Antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas. Editora Elefante.

Arendt, H. (1987). Homens em tempos sombrios. Companhia das letras. (Original publicado em 1955)

Bayer, B., & Gurski, R. (2023). “Sonhei que morri” Guerra e morte nos sonhos de jovens que cumprem medida socioeducativa de privação de liberdade. Estilos da Clínica, 28(1), 63-78. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v28i1p63-78

Bento, C. (2022). O pacto da branquitude. Companhia das Letras.

Campos, D. M. C. D. (2006). O Grupo Palmares (1971-1978): Um movimento negro de subversão e resistência pela construção de um novo espaço social e simbólico [Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações PUCRS. https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2360

Caon, J. L. (1997). Serendipidade e situação psicanalítica de pesquisa no contexto da apresentação psicanalítica de pacientes. Psicologia: Reflexão e Crítica, 10(1), 105-123. https://doi.org/10.1590/S0102-79721997000100008

Césarie, A. (2006). Discursos sobre el colonialismo. Ediciones Akal.

Costa, J. B. D. A. (2008, 01 e 04 de junho). Agreste e brejo dos crioulos: Situações desiguais no território negro da Jahyba. [Apresentação de trabalho]. 26ª Reunião Brasileira de Antropologia, Porto Seguro, Bahia.

Danto, E. (2020). As clínicas públicas de Freud: Psicanálise e justiça social, 1918-1938. Perspectiva.

David, E. C. (2018). Saúde mental e racismo: A atuação de um Centro de Atenção Psicossocial II Infantojuvenil [Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório PUC-SP. https://tede2.pucsp.br/handle/handle/21029

Dussel, E. (1998). O desafio atual da ética: Parar o processo destrutivo da vida. In C. Stahmer, H. Dieterich, R. P. Franco, & A. Peters (Eds.). Fim do capitalismo global: O novo projeto histórico (pp. 143-151). Xamã.

Fanon, F. (2022). Os condenados da terra. Companhia das Letras.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública [FBSP]. (2022). Anuário brasileiro de segurança pública: 2022. https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/06/anuario-2022.pdf?v=15

Freud, S. (2004). Diário de Sigmund Freud: 1929-1939. Crônicas breves. Artmed.

Freud, S. (2006). Linhas de progresso na terapia psicanalítica. In: J. Strachey (Ed.), Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 17, pp. 171-181). Imago. Originalmente publicado em 1919 [1918]

Freud, S. (2010). Freud (1914-1916) - Obras completas: Introdução ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros texto (Vol. 12). Editora Companhia das Letras.

Gerber, R. (Diretora). (1989). Ori [Documentário]. Instituto de Pesquisa das Culturas Negras.

Guerra, A. M. C. (2020). O papel da psicanálise na desconstrução do racismo à brasileira. Revista Subjetividades, 20(2), 1-14. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v20iesp2.e9547

Gurski, R. R. (2008). Juventude e paixão pelo real: Problematização sobre experiência e transmissão no laço social atual [Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Lume – Repositório Digital da UFRGS. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/15579

Gurski, R. R. (2015). Ritmos, adolescência e poesia (RAP): Dos “muros” à musicalidade na socioeducação [Projeto de Pesquisa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Lume – Repositório Digital da UFRGS. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/195159

Gurski, R. R. (2017). Jovens "infratores", o RAP e o poetar: Deslizamentos da "vida nua" à "vida loka". Revista Subjetividades, 17(3), 45-56. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v17i3.5573

Gurski, R., & Debieux Rosa, M. (2023). Orígenes políticos del freudismo y la neutralidad del psicoanálisis como síntoma en Brasil durante la dictadura militar. Revista de Humanidades de Valparaíso, (23), 179-191. http://dx.doi.org/10.22370/rhv2023iss23pp179-191

Gurski, R. R., Perrone, C., & Strzykalski, S. (2021). Genocídio de jovens negros e a violência (im)pertinente no Brasil contemporâneo: O fantasma da colonialidade e a produção do desejo de fascismo atual. In J. Moreira, & M. D. Rosa (Orgs.), Violência e Psicanálise: Atualizações (pp. 270-292). Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/721/640/2378

Gurski, R. & Strzykalski, S. (2018a). A escuta psicanalítica de adolescentes em conflito com a lei -que ética pode sustentar esta intervenção?. Tempo Psicanalítico, 50(1), 72-98. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/tpsi/v50n1/v50n1a05.pdf

Gurski, R. & Strzykalski, S. (2018b). A 'Invencionática' na pesquisa em psicanálise com adolescentes em contextos de violência e vulnerabilidade: narrando uma trajetória de pesquisa. In K. Tarouquella, S. Conte & D. Drieu (Orgs.), Proteção à infância e à adolescência: Intervenções clínicas, educativas e socioculturais (pp. 127-139). Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade.

Heissler, S. Z., & Gurski, R. (2020). Psicanálise, vida loka e rodas de escrita com adolescentes privados de liberdade. Psicologia: Ciência e Profissão, 40, e216281. https://doi.org/10.1590/1982-3703003216281

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE]. (2019). Síntese de Indicadores Sociais. IBGE. https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?edicao=25875

Iribarry, I. N. (2003). O que é pesquisa psicanalítica?. Agora: Estudos em teoria psicanalítica, 6, 115-138. https://doi.org/10.1590/S1516-14982003000100007

Lander, E. (2005). Ciências sociais: Saberes locais e eurocêntricos. In E. Lander (Org.), A colonialidade do saber: Eurocentrismo e ciências sociais: Perspectivas Latinoamericanas. CLACSO. https://libreria.clacso.org/publicacion.php?p=164&c=13

Maldonado-Torres, N. (2017). Frantz Fanon e a virada decolonial na psicologia: Dos métodos modernos/coloniais à atitude decolonial. South African Journal of Psychology, 47(4), 432-441. https://doi.org/10.1177/0081246317737918

Mbembe, A. (2018). Necropolítica. N-1 edições.

Miranda, E. O. (2021). Decolonialidade se faz em/com Quilombos. Em Construção: Arquivos de Epistemologia Histórica e Estudos de Ciência, (9), 44-55. https://doi.org/10.12957/emconstrucao.2021.54300

Moura, C. (1992). História do negro brasileiro. Editora Ática SA.

Nascimento, A. (2020). O quilombismo: Documentos de uma militância Pan-Africanista. Editora Perspectiva SA.

Nascimento, B. (1977). Nossa democracia racial. In A. Ratts (Org.), Eu sou atlântica: Sobre a trajetória de vidra de Beatriz Nascimento (pp. 62-70). Instituto Kuanza. https://abpn.org.br/biblioteca-abpn/eu-sou-atlantica-sobre-a-trajetoria-de-vida-de-beatriz-nascimento/

Nascimento, B. (2022). O negro visto por ele mesmo: Ensaios, entrevistas e prosa. Editora Ubu.

Neurônio Sub-Consciente. (s.d.). Serra da Barriga [Canção]. Produção independente. URL https://www.youtube.com/watch?v=vvP015F911s

Nogueira, I. B. (2021). A cor do inconsciente: Significações do corpo negro. Editora Perspectiva S/A.

Oliveira, D. M. (2021). A presença do pesquisador psicanalista na instituição socioeducativa e algumas notas sobre a construção da cena ética na escuta-flânerie [Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Repositório Institucional da UFRGS. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/255913

Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In E. Lander (Org.), A colonialidade do saber: Eurocentrismo e ciências sociais: Perspectivas Latinoamericanas (pp. 107-126). CLACSO. https://libreria.clacso.org/publicacion.php?p=164&c=13

Racionais MC’s. (1997). Diário de um detento. In Sobrevivendo no inferno [Canção]. Cosa Nostra / Warner.

Rosa, M. D. (2015). Psicanálise, política e cultura: A clínica em face da dimensão sócio-política do sofrimento [Tese de Livre-Docência, Universidade de São Paulo]. https://psicanalisepolitica.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/06/psicanc3a1lise-cultura-e-polc3adtica-livre-docencia-maio-2015impresso.pdf

Santos, K. Y. P. D. (2022). Por um fio: Uma escuta das diásporas pulsionais [Tese de Doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório Institucional da PUC-SP. https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/27207

Sarlo, B. (2013). Sete ensaios sobre Walter Benjamin e um lampejo. Editora UFRJ.

Silva, M. L. (2020). Racismo no Brasil: Questões para psicanlistas brasileiros. In N. M. Kon (Ed.), O racismo e o negro no Brasil (pp. 71–90). Editora Perspectiva.

Sodré, M. (2019). O terreiro e a cidade: A forma social negro-brasileira. Editora Ltda.

Strzykalski, S., & Gurski, R. (2020). Adolescência e lampejos: A construção de políticas de "sobrevivência". Estilos da Clínica, 25(1), 21-34. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v25i1p21-34

TV UFSC. (2022, 17 de novembro). O crescimento da extrema direita no Brasil: Por um projeto de educação antifascista [Vídeo]. Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=ZoUmgGQbWlk

Xavier, G. (2022, 12 de maio). Bolsonaro repete ofensa que fez contra negros e quilombolas: ‘Tu pesa mais de 7 arrobas, né?’. Carta Capital. https://www.cartacapital.com.br/politica/bolsonaro-repete-ofensa-que-fez-contra-negros-e-quilombolas-tu-pesa-mais-de-7-arrobas-ne/

Zachello, C., Paul, F. M., & Gurski, R. (2015). Adolescência e Síndrome de Down na tela. Estilos da clínica: revista sobre a infância com problema, 20(3), 429-474.

Zazo, M. (2014, 26 de maio). A cultura hip-hop vive em Alagoas [Vídeo]. Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=-j4Q3Sr59F8

Downloads

Published

2025-12-19

How to Cite

Silva, J. M. dos S., & Gurski, R. R. (2025). Psychoanalytic listening and decolonization in rap circles in Quilombo dos Palmares. Revista Subjetividades, 25(3), 1–14. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e17229

Issue

Section

Dossier: Psychosocial Interventions in Contexts of Vulnerability