Psychoanalysis and the homeless population: an exploratory study of Brazilian experiences
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e15077Keywords:
homeless population, psychoanalysis, policy, clinical devices, implicated psychoanalysisAbstract
Building on the recognition that psychoanalysis has played a pioneering role in psychosocial interventions within contexts of sociopolitical vulnerability in Brazil, and on the understanding that this theoretical framework underpins the practice of many professionals in the public health and social assistance systems, this study aimed to investigate what psychoanalysts do when working with people experiencing homelessness. An exploratory qualitative study was conducted based on interviews with six psychoanalysts and university professors who currently provide or have previously provided care to people experiencing homelessness through extension or research projects in public and/or private higher education institutions or social organizations. The findings indicate that the clinical dispositif developed in street settings does not represent a mere transposition of the classical analytic setting. Instead, street-based care emerges from urgent demands and from the analyst’s offer of listening within the territory. Despite the need to reinvent certain techniques in response to the specificities of this population, participants identified the ethics of desire as the only psychoanalytic principle that must remain unchanged. In addition, the study identified a political dimension in psychoanalysts’ work, oriented toward the protection and promotion of human rights within institutional contexts, extending beyond a purely clinical role. It is therefore concluded that psychoanalysis in street contexts is not only a wager on the subject of the unconscious who lives in and from the street, but also a wager on the right to speak as a means of social transformation.
Downloads
References
Ab’sáber, T., & Zaiden, A. (2019). Clínica aberta de psicanálise: Política imanente da clínica. In I. Katz, & E. E. Broide (Eds.), Psicanálise nos Espaços Públicos (pp. 108-117). IP/USP.
Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. Edições 70.
Broide, J. (1993). A rua enquanto instituição das populações marginalizadas: Uma abordagem psicanalítica através de grupo operativo. [Dissertação de Mestrado]. Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Broide, J. (2016). A Psicanálise em situações sociais críticas: Metodologia clínica e intervenções (2a ed.). Escuta.
Broide, E. E., Broide, J., & Schor, S. M. (2018). População de rua: Pesquisa social participativa e censo, perfil demográfico e condições de vida na cidade de São Paulo. Juruá.
Broide, J. (2019a). A clínica psicanalítica na cidade. In I. Katz, & E. E. Broide (Orgs.), Psicanálise nos espaços públicos (pp. 48-65). IP/USP.
Broide, J. (2019b). A Psicanálise em situações de extrema vulnerabilidade social. In M. L. G. Lopedote, D. S. Mayorca, D. Negreiros, M. A. Gomes, & T. Tancredti (Eds.), Corpos que sofrem: Como lidar com os efeitos psicossociais da violência? (pp. 128-136). Elefante.
Broide, J. (2019c). Prefácio. In E. A. Danto (Ed.), As clínicas públicas de Freud: Psicanálise e justiça social (pp. 6-11). Perspectiva.
Broide, J. (2021). A clínica psicanalítica na rua. Juruá Editora.
Clínicas do Testemunho de RS e SC. (2018). Por que uma clínica do testemunho? Instituto APPOA.
Conte, M. (2002). A clínica institucional com toxicômanos: Uma perspectiva psicanalítica. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 5(2), 28-43. https://doi.org/10.1590/1415-47142002002003
Danto, E. A. (2019). As clínicas públicas de Freud: Psicanálise e justiça social. Perspectiva.
Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009. (2009, 23 de dezembro). Institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras procedências. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d7053.htm
Holanda, A. F., Ferro, L. F., & Benatto, M. C. (2020). Acompanhamento terapêutico: Clínica, desenvolvimento e aprimoramento. Juruá.
Figueiredo, A. C. (1997). Vastas confusões e atendimentos imperfeitos: A clínica psicanalítica no ambulatório público. Relume-Dumará.
Freud, S. (1996a). Linhas de progresso na terapia psicanalítica. In J. Strachey (Ed.), Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 17, pp. 392-402). Imago. (Trabalho original publicado em 1919[1918]).
Freud, S. (1996b). Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise. In J. Strachey (Ed.), Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 12, pp. 123-133). Imago. (Trabalho original publicado em 1912).
Freud, S. (2021a). Fundamentos da clínica psicanalítica (2a ed., pp. 365-381). Autêntica. (Trabalho original publicado em 1937).
Freud, S. (2021b). Fundamentos da clínica psicanalítica (2a ed., pp. 139-158). Autêntica. (Trabalho original publicado em 1913).
Iannini, G., & Santiago, J. (2020). Mal-estar: clínica e política. In S. Freud (Ed.), Obras incompletas de Sigmund Freud: Cultura, sociedade, religião (pp. 33-63). Autêntica.
Lacan, J. (1979). Conferência de 9 de julho de 1978. Lettres de l’École, 2(25), 219-220.
Lacan, J. (1998). Escritos (pp. 591-654). Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1958).
Lacan, J. (1999). O Seminário, livro 5: As formações do inconsciente. Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1957-1958).
Lacan, J. (2003). Outros Escritos (pp. 248-264). (Trabalho original publicado em 1967).
Lancetti, A. (2008). Clínica peripatética. Hucitec.
Lara, N., Jr., Dunker, C. I. L., & Pavón-Cuéllar, D. (2019). Análise lacaniana de discurso: Subversão e pesquisa crítica. Appris.
Lapassade, G. (1977). Grupos, organizações e instituições. Francisco Alves Editora.
Melo, T. H. A. G. (2017). Política dos “improváveis”: Percursos de engajamento militante no Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) [Tese de Doutorado, Universidade Federal Fluminense]. Banco de dados bibliográficos sobre o Brasil urbano. https://urbandatabrasil.fflch.usp.br/trabalhos-de-conclusao-e-monografia/politica-dos-improvaveis-percursos-de-engajamento-militante-no
Menezes, R. L. V. S. (2022). Moradia primeiro: Novos paradigmas nas políticas públicas para população em situação de rua. Dialética.
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. (2022). Guia brasileiro de moradia primeiro (housing first). Secretaria Nacional de Proteção Global. https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2022/dezembro/guia-auxilia-a-implementacao-de-projetos-de-moradia-primeiro-no-brasil/copy5_of_Guia_Brasileiro_de_Moradia_Primeiro_V3.pdf
Mori, M. E. (2018). A clínica psicanalítica: Uma prática política. Revista Brasileira de Psicanálise, 52(3), 91-105. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2018000300007
Natalino, M. A. C. (2020). Estimativa da população em situação de rua no Brasil (setembro de 2012 a março de 2020). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/10074/1/NT_73_Disoc_Estimativa%20da%20populacao%20em%20situacao%20de%20rua%20no%20Brasil.pdf
Pavón-Cuéllar, D. (2019). Análise lacaniana de discurso: Entre a psicologia crítica e o impaciente anseio do acontecimento. In N. Lara, Jr., C. I. L. Dunker, & D. Pavón-Cuéllar. (Eds.), Análise lacaniana de discurso: Subversão e pesquisa crítica (Cap. 1, pp. 19-36). Appris.
Pinheiro, L. R. A. (2019). Programa "de braços abertos” e a lógica da redução de danos. [Caso de Ensino de Mestrado, Fundação Getúlio Vargas]. Sistema de Bibliotecas FGV. https://repositorio.fgv.br/items/134ceba8-09a2-4d5e-b75f-b30c09937bb8
Prost, A. (2009). História da vida privada: Da primeira guerra a nossos dias (Vol. 5). Companhia do Bolso.
Rangel, A. O. (2018). Psicanálise na rua [Tese de Doutorado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ. http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18765
Rosa, M. D., Carignato, T. T., & Berta, S. L. (2006). Ética e política: A Psicanálise diante da realidade, dos ideais e das violências contemporâneos. Revista Ágora, 9(1), 35-48. https://doi.org/10.1590/S1516-14982006000100003
Rosa, M. D. (2015). Psicanálise, política e cultura: A clínica em face da dimensão sócio-política do sofrimento. [Tese de Livre-Docência]. Universidade de São Paulo.
Rosa, M. D. (2016). A clínica psicanalítica em face da dimensão sociopolítica do sofrimento. Escuta.
Roudinesco, E. (1994). Jacques Lacan: Esboço de uma vida, história de um sistema de pensamento. Companhia das Letras.
Safatle, V. (2020). Maneiras de transformar o mundo: Lacan, política e emancipação. Autêntica.
Zygouris, R. (2011). Psicanálise e psicoterapia. Via Leterra.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Mariana Melli, Elaine Cristina Schmitt Ragnini

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Para autores: Cada manuscrito deverá ser acompanhado de uma “Carta de submissão” assinada, onde os autores deverão declarar que o trabalho é original e inédito, se responsabilizarão pelos aspectos éticos do trabalho, assim como por sua autoria, assegurando que o material não está tramitando ou foi enviado a outro periódico ou qualquer outro tipo de publicação.
Quando da aprovação do texto, os autores mantêm os direitos autorais do trabalho e concedem à Revista Subjetividades o direito de primeira publicação do trabalho sob uma licença Creative Commons de Atribuição (CC-BY), a qual permite que o trabalho seja compartilhado e adaptado com o reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores têm a possibilidade de firmar acordos contratuais adicionais e separados para a distribuição não exclusiva da versão publicada na Revista Subjetividades (por exemplo, publicá-la em um repositório institucional ou publicá-la em um livro), com o reconhecimento de sua publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores concedem, ainda, à Revista Subjetividades uma licença não exclusiva para usar o trabalho da seguinte maneira: (1) vender e/ou distribuir o trabalho em cópias impressas ou em formato eletrônico; (2) distribuir partes ou o trabalho como um todo com o objetivo de promover a revista por meio da internet e outras mídias digitais e; (3) gravar e reproduzir o trabalho em qualquer formato, incluindo mídia digital.
Para leitores: Todo o conteúdo da Revista Subjetividades está registrado sob uma licença Creative Commons Atribuição (CC-BY) que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim) seu conteúdo, desde que seja reconhecida a autoria do trabalho e que esse foi originalmente publicado na Revista Subjetividades.















