Linguagens da (des)colonização: Por uma Poética da Relação na Psicanálise

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e15255

Palavras-chave:

linguagem, Psicanálise, descolonização, poética da relação, colonialidade

Resumo

As linguagens são jogos contingentes e em devir que estabelecem campos de possibilidade de agências, afetações, percepções: ecossistemas semióticos que instauram territorialidades existenciais. O campo das linguagens é frequentemente território de disputas acerca de legitimidades, purezas, correções, origens, autenticidades, verdades, etc. Nesses tensionamentos visibilizamos com nitidez a imanência ético-estético-política dos processos de conformação da colonialidade, assim como, por outro lado, dos processos de resistência descolonizadora e seus devires minoritários. Este ensaio parte de uma perspectiva crítica descolonizante para problematizar as linguagens em geral e colocar em questão a necessidade de fragilização e errância das línguas que sustentam nossos sistemas teóricos da psicologia e da psicanálise. Retomando a questão da língua, do inconsciente e da alienação em autores como Eduard Glissant, Franz Fanon, Lélia Gonzalez, Lacan e Deleuze, pretende-se efetuar uma crítica de nossas perspectivas teóricas de modo a evidenciar o imperativo de experimentação e opacidade que se coloca.

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Biografia do Autor

Maria Lucia Macari, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Doutora em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com período sanduíche no Programa de Doutorado em Estudios Psicosociales da Universidade Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (UMSNH), no México. Mestra em Psicanálise: Clínica e Cultura pela UFRGS e graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atua em clínica psicanalítica, oferecendo atendimentos, supervisões e coordenação de grupos de estudo. Foi docente convidada do Programa de Doutorado em Investigación Psicológica da Universidade Autónoma de Zacatecas (UAZ). Atualmente, organiza e leciona, em parceria com pesquisadores do Brasil, Argentina e México, o curso de aprimoramento Teoría Marxista, Formación y Subjetividades, vinculado ao Observatório de Economia Política e da Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e ao Programa de Doutorado em Estudios Psicosociales da UMSNH.

Luis Artur Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Docente adjunto do Departamento de Psicologia Social e Institucional e do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social e Institucional (PPGPSI) no Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutor (CAPES) pelo Programa de Doutorado Interdisciplinar do PPGIE UFRGS sob a orientação da Prof Drª Tania M. Galli Fonseca. Realizou estágio de doutoramento sanduíche (CAPES) no departamento de Psicologia Social da Universitat Autónoma de Barcelona com o Prof Dr. Francisco Javier Serrano Tirado no ano letivo 2010-2011. Mestre (CAPES) pelo Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Graduou-se em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005). 

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Publicado

29.08.2025

Como Citar

Macari, M. L., & Costa, L. A. (2025). Linguagens da (des)colonização: Por uma Poética da Relação na Psicanálise. Revista Subjetividades, 25(2), 1–13. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e15255

Edição

Seção

Estudos Teóricos