O potencial terapêutico do holding no Método Bick de Observação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14845

Palavras-chave:

holding, método Bick de observação, potencial terapêutico

Resumo

O presente artigo tem como objetivo discutir a função de holding do observador, que se estabelece a partir do Método Bick de Observação. Sendo assim, pretende-se compreender o holding no campo observacional, com base em excertos de quatro relatos de observação da relação mãe-bebê de uma pesquisa, em que nove bebês e suas famílias participaram. As observações seguiram os procedimentos recomendados pelo Método Bick de Observação, o qual foi aplicado considerando os três tempos: observação propriamente dita, sendo semanal, no mesmo dia e na mesma hora; relato da observação, de forma descritiva e implicada, e seminário de supervisão, no qual são lidos e discutidos os relatos de observação. Como materiais de pesquisa, consideraram-se os relatos das observações e os apontamentos feitos nos seminários de supervisão. Quanto aos resultados, salienta-se o potencial terapêutico do Método Bick de Observação, uma vez que o observador, a partir de sua escuta sensível e postura empática, oferece acolhimento às famílias nos momentos de angústia e desamparo. Ademais, evidencia-se que as fases mais iniciais da infância são um campo fértil para estudar elementos e indicadores de saúde mental, podendo contribuir para uma perspectiva preventiva, uma vez que permite a identificação precoce de riscos para o desenvolvimento saudável.

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Biografia do Autor

Lisiane Machado Oliveira-Menegotto, Universidade Feevale, Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicóloga pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil. Doutora em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Professora do Curso de Psicologia, do Mestrado em Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social da Universidade Feevale.

Amanda Wecker, Universidade Feevale, Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicóloga pela Universidade Feevale. Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil. Mestra em Diversidade Cultural e Inclusão Social pela Universidade Feevale. Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil. Doutoranda em Diversidade Cultural e Inclusão Social pela Universidade Feevale. Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Maiquélen Silva, Universidade Feevale, Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicóloga pela Universidade Feevale. Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Ana Letícia Gerhardt, Universidade Feevale, Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil

Psicóloga pela Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos). São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil. Mestra em Diversidade Cultural e Inclusão Social pela Universidade Feevale. Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil.

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Publicado

19.12.2025

Como Citar

Oliveira-Menegotto, L. M., Wecker, A., Silva, M., & Gerhardt, A. L. (2025). O potencial terapêutico do holding no Método Bick de Observação. Revista Subjetividades, 25(3), 1–11. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e14845

Edição

Seção

Relatos de Pesquisa