Sustentabilidade afetiva no cotidiano das cidades: Cartografando experiências
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v24i2.e13980Palavras-chave:
sustentabilidade afetiva, natureza, Psicologia Social, cartografia, cotidianoResumo
Casos de exploração ambiental predatória e calamidade social são frequentes no cotidiano contemporâneo. Estudiosos de áreas distintas esclarecem a urgência de ações efetivas visando minimizar esses quadros em defesa da existência global, o que se tornou ainda mais imperativo após a emergência da pandemia. Atento a isso, o presente estudo tem por objetivo analisar, sob o enfoque da psicologia social e da filosofia da diferença, experiências de sustentabilidade afetiva que se fazem presentes no cotidiano das cidades. Utilizou-se a metodologia qualitativa com a participação de 15 pessoas que se dispuseram a descrever suas experiências de sustentabilidade. Como resultado, as experiências relatadas evidenciam que o cuidado consigo, com o outro e com a natureza carecem de maior atenção, especialmente diante do ritmo acelerado de produção que distancia a população do cuidado com as relações sociais, a natureza e o bem comum. Com isso, constata-se que as experiências cotidianas de individualismo, priorização do acúmulo e do consumo, bem como a competitividade, são alguns dos fatores que cooperam para que a devastação social e ambiental se alastre
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