Espaço simbólico da fronteira e as práticas cotidianas da comunidade quilombola

Autores

  • Cristóvão Domingos Almeida

DOI:

https://doi.org/10.5020/23180714.2013.28.1.127-139

Palavras-chave:

Fronteira. Práticas cotidianas. Cidadania. Quilombola.

Resumo

O presente artigo versa sobre o espaço simbólico da fronteira como campo de limites e possibilidades no sentido da inter-relação étnica, cultural e social. Pretende demonstrar que o cenário de fronteira, que por vezes é visto como zona de conflito, pode apresentarse como espaço privilegiado, de possibilidades, acesso, comunicação e de autoafirmação. Emerge na discussão a fronteira enquanto espaço cultural, o lugar de encontro entre o eu e o outro. O campo de análise é a Comunidade quilombola Campina de Pedra (MT), a qual nos oferece uma realidade onde a fronteira é privilegiada por suas experiências de vida, tradições culturais, e lutas por direitos. Evidenciam-se, nesse cenário, as possibilidades de autonomia e empoderamento dos sujeitos, além do fortalecimento do diálogo e da ampliação das interações sociais enquanto dimensões que respeitam a história e os contextos e que em sua essência fazem parte de um universo que não desenha fronteiras.

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Publicado

2013-06-30

Como Citar

Almeida, C. D. (2013). Espaço simbólico da fronteira e as práticas cotidianas da comunidade quilombola. Revista De Humanidades, 28(1), 127–139. https://doi.org/10.5020/23180714.2013.28.1.127-139