As mulheres e o amor na clínica das toxicomanias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e15108

Palavras-chave:

psicanálise, gozo, toxicomania, mulheres , amor

Resumo

A toxicomania pode ser pensada, sob a perspectiva da psicanálise, como um recurso diante do mal-estar suscitado pela castração, em que o sujeito se lança em uma relação particular com o objeto droga, na crença do reencontro com o objeto perdido. Nessa incessante busca por tamponar a falta, o sujeito pode acabar imerso no que Freud conceituou como compulsão à repetição,  colocando-se frente à pura cultura da pulsão de morte ou, como sugere Lacan, frente ao rompimento com o pequeno “pipi”, revelando um corte com o gozo fálico. No entanto, nossa experiência mostra que, quando pensamos e tratamos essa clínica caso a caso, escutamos sujeitos que também nos fornecem outros relatos. No que se refere a algumas mulheres, por exemplo, verificamos que elas perpassam outros lugares: ao buscarem sua subsistência no outro, quando se deparam com a iminência da perda do objeto amoroso e com a impossibilidade de encobrir o real com a fantasia da completude, visada por meio do amor, passam a fazer inúmeras concessões, incluindo o uso de drogas e, por vezes, alguns crimes. Nesse caminho, o presente artigo visa abordar a relação entre a toxicomania, as mulheres e os diversos consentimentos que muitas oferecem a seus parceiros para não perderem o amor ou, mais precisamente, para não perderem a si próprias.

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Biografia do Autor

Renata Sales Martins, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Doutoranda (com bolsa CAPES) e Mestre em Psicanálise (UERJ), Especialista em Assistência a Usuários de Álcool e outras Drogas (IPUB/UFRJ), Psicóloga (UFF). Pesquisadora da FUNRIO. Experiência como Docente (professora substituta) e Preceptora da cadeira de Saúde Mental na Faculdade de Medicina da UFRJ - Campus Macaé. Experiência como Professora da Faculdade Estácio de Sá e da Faculdade Católica Salesiana e de cursos de Especialização em Psicanálise e em Saúde Mental. Ampla experiência de atuação em saúde mental e atenção psicossocial em múltiplos dispositivos da RAPS. Psicanalista e membro do Fórum do Campo Lacaniano Rio de Janeiro.

Luciana Ribeiro Marques, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Psicanalista, Membro do Fórum do Campo Lacaniano (FCL-RJ), Professora do Departamento de Psicanálise (DPSA) e do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise (PGPSA) do Instituto de Psicologia (IP- UERJ). Pós-Doutoramento e Doutoramento em Psicanálise pelo Programa de Pós-Graduação em Psicanálise da UERJ.



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Publicado

30.08.2025

Como Citar

Martins, R. S., & Marques, L. R. (2025). As mulheres e o amor na clínica das toxicomanias. Revista Subjetividades, 25(2), 1–11. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e15108

Edição

Seção

Estudos Teóricos