Festival das Juventudes: Inter(in)venções psicossociais com juventudes no Grande Bom Jardim
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25iEsp.e15096Palavras-chave:
intervenção psicossocial, juventudes, resistência, direitos humanosResumo
O presente artigo objetiva analisar como uma intervenção psicossocial, intitulada Festival das Juventudes: Arte, Cultura e Direitos Humanos, possibilita a problematização de experiências e trajetórias juvenis em contextos marcados por processos de vulnerabilização social em periferias da cidade de Fortaleza – CE. A investigação parte de referenciais da Psicologia Social em suas discussões sobre juventudes, violências e territorialidades. A partir do método da pesquisa inter(in)venção no território do Grande Bom Jardim, a pesquisa se operacionalizou por meio da colaboração na organização do festival e do acompanhamento de sua execução. Com base nos eixos temáticos da referida intervenção (ser jovem, ser livre, ser das áreas e ser agente de paz), elaborados pelas próprias juventudes do território, os resultados do artigo apontam como essa intervenção se constitui como um espaço para a fabulação, por meio de dispositivos artísticos, de insurgências ético-estético-políticas no plano dos modos de subjetivação de juventudes periferizadas, realçando não só as violências existentes em seus territórios, mas também suas potências de reinvenção da vida em contextos de vulnerabilização social. Os resultados indicam também como tal intervenção psicossocial proporciona encontros colaborativos entre coletivos juvenis, comunidades escolares e a universidade, a partir da afirmação da potência das periferias urbanas, da multiplicidade de suas juventudes e das interseccionalidades que as constituem, bem como de perspectivas de paz e liberdade assentadas em projetos coletivos de justiça social e defesa de diversidade. Conclui-se, assim, que o Festival das Juventudes agencia importantes práticas de re-existência frente a processos de vulnerabilização social.
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